FNLA pronta para a reconciliação
09-07-2012 | Fonte: SA
Contrariamente ao que algumas opiniões aventam, a actual direcção da FNLA está apostada na reunificação do partido, para torná-lo mais forte e coeso de formas a que no próximo pleito eleitoral possam atingir patamares mais condignos com a sua condição de partido histórico, precursor da luta de libertação pela Independência Nacional.

Falando ao Semanário Angolense a este propósito, Miguel Pinto, secretário nacional para a Informação, disse: «Os nossos detractores,
mesmo sem conhecerem os ingentes esforços que temos feito para tirar o partido da situação em que se encontra, preferem denegrir no vazio, prognosticando situações que só existem na teoria deles, ao
invés de aconselharem ou emitirem opiniões que possam servir para encontrar soluções para salvaguardar um partido que tanto fez para que Angola fosse hoje o país que é».

Segundo o político, as portas do partido estão sempre abertas para
receber «todos os irmãos, seja quem for, desde que se identifique com os ideais e cores da FNLA, que por qualquer motivo não esteja agora connosco, para juntos trabalharmos em prol da nossa organização, para que possa resgatar a sua mística e ser um exemplo da democracia e harmonia que se pretende para o país», afirmou.

A presença do professor universitário Fernando Pedro Gomes, antigo combatente e militante de primeira hora, recomendado por militantes descontentes para liderar um grupo aglutinador para encontrar uma possível solução para a crise do partido mas que não chegou a se efectivar, está a ser considerada como uma atitude sábia, de um político sereno, conhecedor dos meandros da organização e que se identifica com o que se pretende para a reconciliação e união dos irmãos.

Nos círculos políticos angolanos considera-se que a atitude de Pedro
Gomes, que está nas vestes de coordenador adjunto da comissão eleitoral da FNLA, vai ajudar a mobilizar outras personalidades desavindas para salvaguardar os superiores interesses do partido, de
formas a encarar com maior alívio os desafios eleitorais que se avizinham.

Apesar da sua prestação em todo o processo que culminou com a entrega da candidatura da FNLA ao Tribunal Constitucional, o nome do político e professor universitário consta no vigésimo quinto (25.º)
lugar da lista de candidatos a deputados pelo círculo nacional. Porém, como diz Miguel Pinto, não é isso que incomoda. «Neste momento o
que conta é o partido e todos somos poucos para catapultá-lo ao lugar
que merece. A posição na lista não determina nada, muito menos a militância de cada um», sublinhou.

Na mesma lista, a filha de Holden Roberto, Graça Roberto, aparece
em 13.º lugar, destacando-se 33 mulheres num universo de 123 candidatos.

Lucas Benghy Ngonda é o primeiro e, como tal, cabeça-delista, seguindo-se Francisco Carlos Mendes, Augusto Jacinto Paulo, Miguel Pinto, João Nascimento Fernandes, Manuel Adão Boaventura,
Vicente Albino Paulo, José Boaventura.

A FNLA vai defender, na sua campanha, aspectos que são primordiais no seu projecto de governo em que se destacam a Agricultura, a Saúde, a Educação e o Emprego. «Nestes quatro pontos se vão basear a nossa linha de força, reforçados pelo lema ‘Justiça, Democracia e Paz – Para uma Vida Melhor – Liberdade e Terra’», referiu o secretário para a Informação, apelando para que todos os militantes, amigos e simpatizantes da FNLA, se revejam na mesma tendência e sintam a responsabilidade de manter o partido no cume da história.
 
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