Nova Democracia absorve quadros da FNLA em Malanje
09-07-2012 | Fonte: Jornal OPAÍS
Valente Júlio e mais um grupo de militantes da FNLA abandonaram o partido, recentemente, para o qual militaram mais de quatro décadas e foram apresentados em conferência de imprensa nesta Quinta Feira, 5, em Luanda, durante a apresentação do programa eleitoral da Nova Democracia para as eleições de 31 de Agosto.

No mesmo acto foi também apresentada Cesinanda de Kerlan Xavier, (da sociedade civil) que doravante passa também a fazer parte deste bloco de sete partidos unidos numa só frente, e que pretendem vencer o próximo pleito eleitoral.

Durante o acto, presidido pelo presidente da coligação, Quintino de Moreira, os novos membros leram uma declaração de princípios, explicando as principais razões que estiveram na base da escolha da Nova Democracia, através do Movimento para a Democracia de Angola (MPDA), como sua nova força política.

O antigo delgado da FNLA justificou que o seu antigo partido desviou-se da sua matriz inicial com a morte do presidente fundador, Holden Roberto, tendo sido marcado nos últimos anos por disputas de liderança entre dois antigos delfins de Holden.

Valente Júlio afirmou que aderiu à coligação por livre e espontânea vontade, depois de se inteirar dos estatutos do seu novo partido o MPDA, que é igualmente liderado por Quintino de Moreira, reforçando que com a luta renhida de liderança, entre Lucas Ngonda e Ngola Kabangu, o partido nunca mais reganhará a sua mística de um partido histórico na luta de libertação nacional contra o colonialismo português.

Por seu turno, a candidata à deputada, Cesinanda Xavier, disse ter abraçado o convite que lhe foi endereçado pela Nova Democracia para, através desta frente unida,  dar o seu contributo  e ser  defensora dos direitos da mulher, levar a sua voz de forma organizada, lá onde ela por si só não o pode fazer.

Outra razão, segundo a candidata a deputada, com base nesta via de (ser deputada), poderá dar continuidade aos seus projectos “de defesa dos direitos da mulher e da criança, do projecto mulher democracia e voto consciente, e de maior participação da mulher na vida pública e política do país”, considerou.

Em defesa do “ género” reforçou que sendo a mulher que constitui a maior parte da população angolana e também a mais desfavorecida, é necessário que se junte mais uma voz às das outras que já se encontram nos cargos de dirigismo e decisão políticas para que se faça sentir a “equidade do género”, e dar respostas às prementes necessidades que as afligem tanto no campo, assim como na cidade.

Programa eleitoral
Olhando propriamente para aquilo que será o “cavalo de batalha” da ND-UE, nesta maratona eleitoral, sem entrar  em muitos pormenores nesta edição, O PAÍS passa a apresentar o programa de governação desta coligação que assenta no fomento do emprego e combate à pobreza no seio da sociedade.

Atendo-se ainda ao aludido programa, a ND pugna por um regime democrático representativo, elegendo como prioritárias a igualdade de oportunidades e a satisfação das necessidades básicas de todo o povo e se propõe, perante a Nação, assumir posturas, através das quais a maioria exerça o seu papel, sem desrespeitar ou discriminar as minorias.

 
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