Mais greve à vista na saúde
09-07-2012 | Fonte: NJ
Os técnicos de enfermagem vão paralisar as suas actividades laborais
no próximo dia 6 de Agosto, segundo fez saber ao Novo Jornal o
secretário-geral adjunto do sindicato dos técnicos de enfermagem de
Luanda, António Quileba.

De acordo com António Quileba, o Ministério Saúde aquando da primeira greve feita pelos técnicos de enfermagem no mês de Maio deste ano, ficou acordado que as exigências feitas no caderno reivindicativo seriam analisadas e solucionadas até o final do mês de Junho, mas o incumprimento das suas promessas poderá levar à nova paralisação dos serviços no próximo mês.

António Quileba disse ainda que depois de várias tentativas de  com a Direcção Provincial da Saúde tinha ficado marcada para terça-feira, 3, uma reunião com a directora provincial da Saúde, Isabel Massocolo, para análise das exigências, entretanto o encontro não teve lugar porque a mesma não compareceu ao encontro, deixando bastante
irritados os sindicalistas.

“Quase sempre que solicitamos um encontro com a directora provinciaela nunca aparece. Nunca esteve connosco: Não sei se podemos dizer que não tem a intenção de ver as coisas resolvidas. Começaram a pagar os retroactivos de dois meses, mas nem todos tiveram a oportunidade de os receber”, lamentou António Quileba, argumentando que “nenhum quadro do sector de enfermagem recebeu os retroactivos, além de alguns subsídios e as percentagens de consultas de 40 e 60% para os auxiliares de enfermagem.

De recordar que os enfermeiros paralisaram os serviços no passado dia 1 de Maio. A comissão sindical dos Técnicos de Enfermagem de Luanda e o Governo chegaram a acordo, depois de uma greve que durou três dias e resultou na detenção de dois
grevistas.

A greve dos enfermeiros chegou a ser considerada ilegal pelo Governo da Província de Luanda, que alegava ilegitimidade do sindicato para exercer actividades sindicais e declarar greve em nome dos profissionais de enfermagem de Luanda.

O comunicado do GPL alertava ainda que a adesão à greve acarretaria a suspensão do direito ao salário.

Nas negociações, segundo o secretário-geral adjunto, ficou igualmente acordada a anulação de todas as faltas durante o período da greve, bem como de todos os processos disciplinares
e transferências feitas no âmbito da paralisação dos trabalhos.

Na lista das reivindicações constam o pagamento de retroactivos salariais, resultante da implementação do novo regime da carreira de enfermagem, o pagamento de um adicional salarial para quem trabalha além das suas obrigações profissionais definidas por carreira, o pagamento de subsídios de turno rotativos e nocturno.

O pagamento de subsídios referente à exposição directa e indirecta aos agentes físicos, químicos e biológicos e cartão de segurança social constam igualmente do caderno reivindicativo.
 
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