Angola gastou mais de USD 1,2 biliões em fretes marítimos em 2011
18-07-2012 | Fonte: Angop
Angola gastou mais de USD 1,2 biliões em fretes marítimos em 2011O frete marítimo de importação de carga contentorizada para Angola, em 2001, teve um custo total de um bilião, duzentos e oito milhões, quinhentos e quarenta e dois mil e trezentos e noventa e oito dólares norte-americanos (um dólar equivale 95.608 kwanzas).
Esta informação foi prestada hoje, em Luanda, pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, quando procedia à inauguração da Bolsa Nacional do Frete (BNF), em Luanda.
Este valor corresponde à importação de 421 mil e 52 contentores, uma quantidade acima do importado em 2008, ano em que entrou no país, 380 mil e 280 contentores de carga.
Com aquela cifra de contentores de mercadorias importadas, em 2008, Angola gastou um total de um bilião, trezentos e noventa e três milhões, seiscentos e oitenta e três mil e novecentos e quarenta dólares norte-americanos.
Em 2011, a importação de mercadoria contentorizada aumentou em cerca de 10,7 por cento, mas registou uma baixa nos custos de USD 185 milhões relativamente à 2008.
Segundo o ministro, em 2008, pagava-se em média três mil e 665 dólares norte-americanos para transportar um contentor para Angola, mas tal valor baixou, no primeiro semestre de 2012, para dois mil e 850 dólares norte-americanos. Menos USD 815 por contentor, uma redução de preço, na ordem de 22% no período entre 2008 e 2012.
Por esses resultados, Augusto Tomás afirmou que o sector marítimo e portuário deu um bom contributo para que os fretes fossem mais baixos.
" Foram significativos os resultados alcançados, mas queremos ir ainda mais longe. O preço do frete marítimo para o nosso país é ainda bastante caro comparativamente ao praticado para outros países africanos", augurou o ministro.
Referiu ainda que se considerarmos o frete médio por contentor num conjunto de cinco países africanos, Gana, Camarões, Senegal, Gabão e Costa do Marfim comparados com o preço de Angola, é cerca de 30% mais elevado que a média daqueles países.
Afirmou também que com as condições oferecidas pelos portos do país hoje, não há razões objectivas que justificam as discrepâncias actuais em alguns fretes entre Angola e alguns países da região.
" Queremos trabalhar com toda a comunidade envolvida na cadeia de importação para eliminar essas discrepâncias. Elas penalizam a nossa economia e os nossos cidadãos", manifestou o ministro.
O titular da pasta dos Transportes sublinhou que pretende-se, para Angola, fretes aceitáveis e enquadrados no mercado internacional e que sejam pagos em moeda nacional (kwanza).
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