Portas discute com Luanda a regularização dos pagamentos às empresas portuguesas
19-07-2012 | Fonte: Sol
Portas discutiu pagamentos a empresas portuguesas em AngolaA regularização dos pagamentos a empresas portuguesas foi um dos temas abordados na reunião de ontem ao fim da tarde, em Luanda, entre o chefe da diplomacia de Portugal e o ministro de Estado e da Coordenação Económica.
Paulo Portas, que chegou ontem de manhã a Luanda para uma visita de trabalho, e que deixa a capital angolana quarta-feira de manhã para Maputo, para participar no Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse considerar esta deslocação a Angola como «das mais bem-sucedidas».
«Eu já fiz várias visitas de trabalho a Angola. Devo dizer que considero que esta é das mais bem-sucedidas. Tive a possibilidade de ter conversas com o governo angolano sobre matérias muito práticas que ajudam a vida das empresas que se querem internacionalizar em Angola, que querem exportar para Angola», destacou.
Escusando-se a entrar em detalhes, nas declarações que fez à Lusa e RTP, Paulo Portas disse que na reunião com Manuel Vicente foi possível «sinalizar mais uma energia positiva no relacionamento entre Portugal e Angola».
«É importante todos os anos fazer a verificação da regularização dos pagamentos. Que é evidentemente importante para as empresas (portuguesas), não só cá, como para a sua retaguarda em Portugal», acrescentou.
«Nós acreditamos numa relação que é duplamente ganhadora para os interesses portugueses em Angola e dos interesses angolanos em Portugal. Nós exportamos (para Angola) anualmente 2,3 milhões de euros de bens e serviços. Isso é muito importante. E como toda a gente sabe há interesses relevantes de Angola em Portugal», adiantou.
Relativamente às eleições gerais marcadas para 31 de Agosto em Angola, Paulo Portas disse que o escrutínio faz parte «da consolidação de um processo democrático, deste grande país».
«Como é evidente, Portugal não interfere nem um milímetro em matérias internas de Angola. Mas é evidente que é muito bom para a projecção internacional de Angola, para este ambiente político e económico de desenvolvimento a realização destas eleições», concluiu.
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