Crescimento económico em Angola é evidente" afirma economista
27-07-2012 | Fonte: RFI

O crescimento económico registado em Angola desde 2002, a uma média anual de 17%, foi possível apesar da corrupção, considerou em Luanda o economista Alves da Rocha.

O economista e docente universitário, que falava à imprensa no final da sua participação na II Conferência sobre Transparência e Boa Governação, promovida pela organização não-governamental Associação Justiça, Paz e Desenvolvimento (AJPD), disse que não se pode associar a riqueza produzida à prática da corrupção.

"Houve crescimento económico apesar de ter havido corrupção Ou seja, apesar de ter sido desviada uma parte importante de verbas públicas para benefício privado e que deixaram de ser introduzidas no circuito económico normal e de que poderiam ter resultado ações sociais mais vigorosas no sentido de combater a pobreza ou melhorar as condições de vida", acentuou.

Lamentando não haver em Angola dados oficiais sobre os dinheiros públicos que fogem dos canais formais e alimentam a corrupção e a economia informal, Alves da Rocha socorreu-se na sua intervenção de números do Banco Mundial, para considerar que entre 5 a 10 por cento do Produto Interno Bruto de Angola, que em 2011 foi de 100 mil milhões de dólares (cerca 80 mil milhões de euros), "se perde na corrupção".

Alves da Rocha apresentou na sua intervenção o tema "Corrupção, Crescimento Económico e Desenvolvimento Sustentável em Angola", e acredita que a questão figurará entre os temas centrais da campanha eleitoral para as eleições gerais de 31 de agosto.
 
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