Alô,!stá lá? Hoje, à meia noite, tudo muda na telefonia móvel
15-01-2005 | Fonte: Jornal de Angola (Josina de Carvalho)
A partir das primeiras horas de amanhã ou seja, logo à meia noite, os usuários dos serviços móveis da Movicel e da Unitel devem começar já a fazer chamadas, tanto em ligações para a mesma rede, quanto para redes de serviços diferentes, como manda o novo Plano Nacional de Numeração, criado pelo Instituto Angolano das Comunicações (Inacom).

O usuário deve deixar de utilizar o prefixo de acesso zero (0). Passa a inserir mais um dígito depois do código do operador. Ou seja, o código de serviço (9), do operador um (1), para Movicel; dois (2), para a Unitel, o novo código (2, para a Movicel, e 3 para a Unitel) e, finalmente, o número do subscritor, constituído por seis (6) dígitos.

Por exemplo, 91- 2-433456, para a Movicel, e 92-3-603456, para a Unitel. Os algarismos 433456 e 603456 correspondem ao número do subscritor. Este será obrigado a marcar sempre nove (9) dígitos, mesmo para os usuários da mesma rede.

Importa realçar, que para a rede Movicel o dígito que se acrescenta após 91 varia de acordo à gama de numeração correspondente a cada província. Tratando-se das ligações internacionais, do estrangeiro para Angola, a estrutura do novo formato de numeração exige que se marque primeiro o código do país, a seguir o de serviço, o do operador, o novo dígito 2, para Movicel, e 3, para Unitel, e, finalmente, o número do subscritor.

Em situação contrária, ou seja, de Angola para o estrangeiro, quer para a operadora Movicel, quer para Unitel, a marcação não sofre alterações. De acordo com o director geral do Inacom, João Beirão(na foto), aquando da apresentação do Novo Plano Nacional de Numeração, a medida deveu-se principalmente ao crescimento abrupto, nos últimos três anos, de usuários de serviços de telecomunicações móveis, razão pela qual houve necessidade de se aumentar o número de dígitos, por forma a garantir recursos de numeração suficientes para satisfazer a demanda.

Garante que o novo formato de numeração tem como vantagem a criação de condições técnicas necessárias para entrada no mercado de mais operadores de telecomunicações, numa perspectiva de desenvolvimento da concorrência. De igual modo, diz que a medida vai permitir aos operadores a ampliação das suas redes e, nesse sentido, garantir maior disponibilidade de números telefónicos para os cidadãos, bem como tornar os preços dos serviços mais competitivos, em consequência do aumento da oferta.

O primeiro objectivo do Plano Nacional de Numeração, segundo João Beirão, é a passagem de sete para nove dígitos, incrementando as capacidades de numeração no país, de acordo com a recomendação E-164 da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

O segundo é a passagem de um plano de numeração aberto para um fechado e, por outro lado, criar possibilidade ao usuário de seleccionar a operadora que o satisfizer num determinado momento, sem deixar de ser cliente da outra. Por outro lado, em caso de mudança de residência, o usuário pode manter o número, o que não ocorre nos dias de hoje.

O usuário poderá igualmente utilizar redes privativas virtuais e criar números especiais e curtos para fins de interesse público, como por exemplo de apoio às crianças, às mulheres, aos portadores do HIV/Sida, para concurso radiofónico e televisivo, de emergência nacional, entre outros serviços.

João Beirão aponta como constrangimentos, quer para os consumidores individuais, quer para os empresariais, a necessidade de actualização das agendas e listas telefónicas, cartões de visita, impressos e, sobretudo, para estes últimos avisarem os seus correspondentes internacionais das mudanças ocorridas.

O conjunto de acções levadas a cabo pelo Inacom implicaram despesas superiores a 150 mil dólares, valor que continuará a avolumar de forma substantiva até ao fim do processo, em Maio de 2005.
 
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