D. Filomeno faz um apelo à fraternidade
06-08-2012 | Fonte: JA
A peregrinação à Muxima, que desde o dia 3 deste mês mobilizou mais de meio milhão de católicos em torno da Santa Conceição, encerrou ontem com uma missa celebrada pelo bispo da diocese de Cabinda e vice-presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), D. Filomeno Vieira Dias.Na sua homilia, D. Filomeno Vieira Dias falou da importância da reconciliação dos lares, da paz social e do amor ao próximo. “Sem o elemento reconciliador, o homem não consegue evitar o mal”, disse o prelado.
No átrio do santuário “Mamã Muxima”, D. Filomeno Vieira Dias disse que os casais são um dos elementos fundamentais da construção e estabilidade da família.
Na missa assistida por vários governantes, entre os quais o governador de Luanda, Bento Bento, e as ministras da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, D.
Filomeno Vieira Dias desejou felicidades aos casais e famílias pobres, que mesmo nos bairros periféricos das cidades trabalham para edificar o respeito, o mútuo amor e a simplicidade para manter o carinho, o espírito de partilha e a educação.
O bispo lembrou que a família não se reduz apenas a pais, filhos e sobrinhos, mas é alargada às pessoas que partilham com eles um ambiente bom para se viver.
D. Filomeno Vieira Dias afirmou que o ódio, a crueldade e a guerra impedem as aspirações dos homens, porque o país precisa de construir o amor reconciliador, para evitar os males.
A peregrinação à Muxima foi realizada este ano sob o lema “Família, levanta-te e caminha”, em sintonia com o Plano Pastoral da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST). D. Filomeno disse que o lema foi escolhido com a intenção de se rezar para a reconciliação da família e para o êxito das eleições. O lema deste ano, disse o prelado, deve-se ao facto de a família ser uma das grandes preocupações da Igreja, já que constitui o alicerce espiritual e moral da sociedade. O bispo apelou à necessidade de as famílias pensarem sempre na reconciliação e no compromisso com a reconstrução do país. “Nunca mais a guerra”, acentuou.
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