MPLA reafirma aposta na reconstrução das vias de circulação
06-08-2012 | Fonte: Angop
O MPLA reafirmou hoje, segunda-feira, disposição de tudo fazer para a rápida recuperação das vias de circulação, através da reparação das linhas férreas, aeroportos e estradas, como forma de garantir o desenvolvimento do país e o bem-estar da população.Tal disposição foi manifestada no seu tempo de antena, na Rádio Nacional de Angola (RNA), no âmbito da campanha eleitoral para o pleito de 31 de Agosto do ano em curso.
Para confirmar tal pretensão, os locutores do programa apontaram dados já disponíveis, como “mais de dois mil quilómetros de caminhos-de-ferro recuperados, 148 estações construídas, mais de 400 pontes, 10 aeroportos reabilitados e quatro em vias de reabilitação, números que garantem uma aposta séria na melhoria das condições de vida dos angolanos".
Num outro plano passaram um extracto do discurso do seu presidente, José Eduardo dos Santos, no comício do dia 31 de Julho, em Viana, na abertura da campanha eleitoral.
“Prometemos que faríamos isso em três, quatro, cinco, dez anos. Muita gente não acreditou. Quando dissemos que seríamos capazes de reconstruir os caminhos-de-ferro em cinco ou oito anos muita gente não acreditou, muita gente não acreditou sequer que naquele período nós seríamos capazes de garantir a desminagem das três linhas férreas que existem no nosso país. Hoje este processo está a chegar ao fim”, disse o líder do partido no poder em Angola.
José Eduardo dos Santos reforça que as linhas férreas foram reabilitadas, os comboios começaram a circular, as estradas estão abertas, as pessoas começaram a circular, os empresários conseguem levar mercadorias a todo território nacional.
Nos 10 minutos do tempo de antena, foram ainda passadas opiniões de cidadãos sobre os benefícios com a recuperação de estradas, aeroportos e dos caminhos-de-ferro.
Segundo a vendedora Joana Sunga, da província do Cunene, os resultados das acções desenvolvidas nos últimos 10 anos são visíveis também em outros sectores, tais como na saúde e educação.
Já Adalberto Pires, do Bie, aponta a chegada do comboio à província depois de muitos anos paralisado.
Na parte final, o programa foi preenchido com a história do MPLA, sendo que neste sexto capítulo deu-se destaque ao período de 1966, altura em que o MPLA abre a frente leste e faz chegar a luta de libertação nacional a todo território nacional.
O programa de governo do MPLA tem como eixos fundamentais a consolidação da paz, o reforço da democracia, a preservação da unidade e a coesão nacional, garante dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida dos angolanos.
Estabelece ainda como centro da acção o povo e, deste modo, propõe desenvolver formas de interacção entre o Executivo e as forças vivas da nação, envolvendo órgãos de soberania, confissões religiosas, formações políticas, Organizações Não-Governamentais, bem como outras sensibilidades da sociedade civil.
Nas eleições de 1992, as primeiras realizadas em Angola, o MPLA obteve dois milhões, 124 mil e 126 votos (53, 74%), tendo assegurado 129 assentos na Assembleia Nacional, constituída por 220 deputados.
No segundo pleito, em 2008, ganhou com quatro milhões, 414 mil e 738 votos (81.64), que corresponderam a 191 lugares no Parlamento.
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