MPLA acusa UNITA de estar a preparar "manifestações e arruaças" com ex-militares
10-08-2012 | Fonte: SIC
MPLA, partido no poder em Angola, acusou hoje, em conferência de imprensa em Luanda, a UNITA de estar a preparar para os próximos dias 12 e 28, "manifestações e arruaças" de perturbação da ordem pública.Essas ações, no caso da data de 28 de agosto, realizar-se-iam a escassos três dias das eleições gerais.
A acusação foi feita pelo secretário para a Informação do Bureau Político do partido no poder em Angola, Rui Falcão.
"Sabem que muitas coisas têm sido manipuladas, com interesses e objectivos inconfessos, como tem vindo a ser feito com os antigos combatentes e alguns desmobilizados das diferentes forças armadas, que existiram no nosso país", esclareceu.
Segundo o político, o Executivo tem envidado esforços para regularizar estas situações, mas pelo elevado número de beneficiários, nem sempre é tão célere quanto o MPLA gostaria. "Infelizmente há quem se aproveita desta situação para manipular", asseverou.
Rui Falcão lembrou que o MPLA fez o seu primeiro acto público de abertura da campanha, no dia 31de Julho, e decorridos os primeiros sete programas de rádio e televisão, o seu partido tem feito uma campanha com elevado civismo e respeito à diferença.
"Infelizmente, não tem sido este o diapasão que alguns partidos da oposição têm seguido, e é visível, nestes tempos de antena, a recorrente distorção e manipulação de conteúdos dos discursos do próprio Presidente do MPLA, algumas vezes na sua qualidade de Chefe do Executivo, procurando atribuir-lhe determinadas práticas e actos, que a própria sociedade considera como horrendos e condenáveis", lamentou.
Rui Falcão afirmou que existem provas materiais dos tempos de antena da Coligação CASA-CE e do Partido de Renovação Social, que poderão ser remetidos como queixas formais para os órgãos competentes do Estado.
Adiantou que existem outros partidos que falam no rapto e desaparecimento de duas pessoas, denúncias que foram encaminhadas aos órgãos competentes da Polícia Nacional, e está em marcha um processo de investigação.
"Mas, assim mesmo, o MPLA entendeu também recorrer a esses órgãos no sentido de apelar a que a investigação também se estenda aos próprios acusadores, porque compreendemos que, pelo que têm dito, existem muitos dados que podem servir para o esclarecimento destes casos", esclareceu.
Segundo ainda Rui Falcão, o MPLA não vai, nos seus tempos de antena, baixar o nível e continuará no estrito respeito pela diferença, apresentando ao povo angolano aquilo que fez no decurso do último mandato e o que pretende fazer no período 2012 a 2017.
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