Combatentes denunciam aliciamento de políticos
15-08-2012 | Fonte: JA
A Associação de Apoio aos Combatentes das Ex-FAPLA (ASCOFA) denunciou ontem o aproveitamento político que está a ser feito por algumas organizações partidárias da situação dos ex-militares no sentido destes boicotarem as eleições gerais marcadas para 31 de Agosto.Segundo o presidente da ASCOFA, brigadeiro António Fernando Samora, tais agremiações políticas “tendem a instigar os ex-militares das FAPLA a praticarem actos de desobediência e vandalismo contra as instituições do Estado”.
Numa conferência de imprensa, o brigadeiro António Fernando Samora apelou à sociedade civil angolana e internacional para “repugnarem com veemência o aproveitamento político e oportunista de determinadas formações políticas neste momento em que se aproximam as eleições gerais”.
O presidente da ASCOFA acrescentou que a associação está solidária com os “esforços incansáveis” empreendidos pelo Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas Angolanas, José Eduardo dos Santos, no sentido de se “ultrapassarem as dificuldades sociais no seio dos ex-militares das FAPLA, reforçando os direitos que estão salvaguardados na revisão da lei 13/02 de 15 de Outubro”.
O brigadeiro António Fernando Samora referiu-se à orientação dada pelo Comandante em Chefe das FAA para que sejam pagos os subsídios de desmobilização em atraso aos cerca de 4.669 ex-militares das FAPLA, que não foram contemplados nos anteriores pagamentos devido à limitação de recursos financeiros.
“A ASCOFA exorta a todos os combatentes das ex-FAPLA, de Cabinda ao Cunene e do mar ao Leste, a não pactuarem com as ambições políticas daqueles que a qualquer custo pretendem, sem legitimidade, tomar o poder em Angola”, disse o brigadeiro António Fernando Samora, sublinhando o papel da associação de parceira estratégica do Estado e que tem servido de canal para a equação das preocupações dos ex-militares das FAPLA e seus descendentes.
“Os combatentes das ex-FAPLA devem encaminhar, como sempre, todas as preocupações que acharem pertinentes à direcção nacional da associação para a sua equação e encaminhamento às instâncias de direito para o devido tratamento”, disse.
O brigadeiro António Fernando Samora apelou, finalmente, à calma e serenidade dos ex-combatentes das FAPLA para “que não se desvirtuem os ideais da paz e da reconciliação nacional”.
A ASCOFA tem registados 117 mil membros das extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e trabalha com o governo no âmbito dos esforços de defesa dos direitos de assistência e reintegração socioprofissional daquela franja da população.
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