Muçulmanos angolanos apreensivos
19-01-2005 | Fonte: Apostolado
A comunidade angolana de muçulmanos está apreensiva com o seu destino devido à ameaça de encerramento das mesquitas. O seu Secretário Geral, David Njayi, frisou este sentimento em entrevista concedida hoje à Ecclesia na sequência das recentes declarações do Director Nacional para os Assuntos Religiosos do Ministério da Cultura, Lisboa Santos.
Segundo o referido Director, o Estado angolano poderá proibir proximamente as Igrejas e religiões não reconhecidas e encerrar os respectivos locais de culto. O Secretário Geral da Comunidade Islâmica de Angola apelou para o reconhecimento da comunidade islâmica, recordando que a mesma se implantou no país desde 1978, dispondo hoje em dia de várias mesquitas na capital. «Estamos a trabalhar para que haja o reconhecimento», afirmou, desejando, do lado dos Ministérios da Justiça e Cultura, «a abertura» que faltou até aqui, e o fim da «confusão do Islame ao terrorismo».
Segundo Lisboa Santos, existem em Angola cerca de 800 denominações religiosas que não gozam de personalidade jurídica e funcionam em locais impróprios. Apenas 85 denominações religiosas, todas de base cristã, estão devidamente legalizadas em Angola. O mesmo responsável, citado pela Lusa, esclareceu que a legislação angolana exige que uma igreja, para ser reconhecida, esteja implantada em dois terços do território nacional, devendo o processo de legalização incluir a assinatura de 100 mil fiéis. Informou ainda que "não serão reconhecidas denominações religiosas que resultam da desintegração de igrejas já legalizadas".
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