OMS reconhece avanços na luta contra a lepra em Angola
30-01-2005 | Fonte: Lusa
A cobertura de medicamentos para tratamento da lepra atingiu 100 por cento do território angolano e 87 por cento das unidades de saúde do país no final de 2004, revelou ontem, em Luanda, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Num documento emitido para assinalar o Dia Mundial de Luta contra a Lepra, que se assinala domingo, a OMS salienta os avanços obtidos pelas autoridades angolanas no combate contra esta doença.

Em 2001, quando a Organização Mundial de Saúde alertou as autoridades angolanas para a necessidade de um maior empenhamento na luta contra a lepra, a cobertura de medicamentos para o tratamento da doença atingia apenas um quinto do território nacional.

Na sequência dos avanços obtidos nos últimos anos, a OMS revelou que, no final de 2004, a lepra estava em vias de deixar de ser um problema de saúde pública em nove províncias angolanas.

Este dado representa uma melhoria sensível em relação aos valores finais de 2003, quando se encontravam nessa situação apenas três províncias.

Para deixar de ser considerado um problema de saúde pública, é necessário que seja registado por ano menos de um caso por cada 10 mil habitantes. Nesta altura, encontram-se nessas condições as províncias de Benguela, Cabinda, Huambo, Huíla, Cunene, Luanda, Lunda Norte, Namibe e Zaire.

A OMS revelou que foram detectados no ano passado 2.108 novos casos de lepra em Angola, o que representa também uma descida em relação a 2003, quando foram registados 2.933 casos novos desta doença.

Neste momento, encontram-se em tratamento 2.496 doentes de lepra em todo o território angolano.

O Ministério da Saúde de Angola propôs-se eliminar a lepra como problema de saúde pública até ao final de 2005, altura em que espera fixar a taxa de prevalência em um caso por cada 10 mil habitantes.

Para Conceição Palma, coordenadora do Programa Nacional de Luta contra a Lepra, "o ponto crítico para Angola atingir este objectivo é assegurar que todos os doentes novos possam ter acesso aos serviços de "multidrogoterapia", que deve estar disponível em 100 por cento das unidades de saúde do país".

A OMS recomenda, para acelerar a eliminação da doença, que o tratamento da lepra seja integralmente integrado nos cuidados de saúde primários e que "a cobertura com multidrogoterapia" atinja todas unidades de saúde.

Para facilitar a obtenção deste objectivo, a OMS manifestou disponibilidade, em colaboração com outros parceiros nacionais e internacionais, para manter o apoio ao nível do fornecimento de medicamentos e veículos que permitam o seu transporte.
 
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