Chuva causa dificuldades na circulação em Luanda
21-11-2012 | Fonte: Jornal de Angola
Na madrugada de ontem, muitas casas nas zonas urbanas e suburbanas ficaram inundadas. Há ruas alagadas e intransitáveis. Andar em Luanda ontem foi um caos. A chuva que caiu até às primeiras horas da manhã fez com que muitos luandenses, principalmente os que trabalham na Baixa, chegassem tarde aos locais de trabalho ou faltassem, porque nas ruas em que vivem as casas estão inundadas.

Até às oito horas da manhã era possível circular na Baixa de Luanda porque muitas pessoas estavam retidas nas zonas críticas. No distrito do Rangel, o caos começou na Avenida Brasil e estendeu-se até ao Hospital Américo Boavida. O trânsito estava parado.
Nas paragens estavam muitos passageiros à espera dos táxis que não circulavam porque muitos taxistas encostaram os seus carros, devido às inundações nas ruas.

No Cazenga existiam muitos engarrafamento, sobretudo para quem subia em direcção à Filda. Para quem ia ao mercado Asa Branca encontrava muita lama. Desde a via principal até chegar ao famoso bairro do Patrício, as dificuldades de trânsito eram muitas. Alguns carros avariaram no meio da rua. Até mesmo os camionistas tidos como os indomáveis das estradas, conduziam como se tivesse a acompanhar um cortejo fúnebre.

Em quase todas as ruas do município do Cazenga, só se vê lama, lagoas e casas inundadas, o que fez com que muitos não saíssem de casa. Ana Esteves vive no Cazenga há mais de dez anos. Ontem esteve desde as seis da manhã a retirar a água que invadiu a sua casa durante a noite: “não tenho muito a dizer, porque isto já não é novidade para nós. Sabemos que sempre que chove temos trabalho. É importante que a Administração arranje a via e coloca esgotos nos bairros, porque essas águas ficam estagnadas e provocam doenças graves”.

Algumas escolas também não foram poupadas pelas chuvas. A Escola 7013, em semana de provas, ficou com as salas inundadas e os alunos brincavam nos charcos. Alguns não fizeram provas porque a professora não conseguiu chegar à escola. Nos bairros do Morro Bento, Cantintom e Golfo-II, várias ruas ficaram intransitáveis para peões e viaturas devido a grandes poças de água, com um metro de profundidade e cinco de largura. No distrito urbano da Ingombota, que ocupa mais de 50 por cento da zona urbana da capital, a chuva provocou poucos estragos.A obra que está a ser feita na via principal do Camama, onde existia a rotunda, e os buracos provocados pelas chuvas estão na base dos engarrafamentos.

"Praia" no Sambila

No distrito do Sambizanga foi necessária a intervenção dos Serviços da protecção Civil e Bombeiros para acudir a inundações. Quando passa um carro a água penetra nas casas. “Já não sabemos o que vamos fazer. Sempre que chove aqui é assim. Os nossos filhos estão em provas e hoje faltaram”, lamentava Lurdes Francisco, moradora no Bairro Frescura.

É fácil perceber a falta de esgotos e de saneamento básico no bairro. Os moradores estão sem opção. Ou andam nas águas ou permanecem dentro de casa, até o nível da água baixar. A via que dá acesso às antigas instalações da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DINC) está cada vez pior.

O porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, referiu que os municípios mais afectados pela chuva foram os de Viana, Cazenga, Belas e parte dos distritos urbanos da Samba, Kilamba Kiaxi e Maianga.Quatro viaturas ficaram soterradas no bairro Fubu e a ponte “Molhadas” que dá acesso a centralidade de Talatona, no município de Belas está fechada ao trânsito.

 
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