Angolanos partem à conquista de África
16-02-2013 | Fonte: A Bola
Três equipas angolanas começam este fim-de-semana a defender o prestígio do País nas Afrotaças: Recreativo do Libolo e 1.º de Agosto na Liga dos Campeões, Recreativo da Caála na Taça Confederação. Falta ainda falar do Petro, que também vai disputar esta segunda competição africana, mas que ficou isento, entrando em competição apenas na próxima ronda.

O que é uma vantagem para os petrolíferos, que ficam com mais tempo para alicerçarem o trabalho de pré-temporada.
Falando deste aspeto, convém então frisar que a grande dificuldade que as equipas angolanas têm de atravessar é o facto de irem disputar o primeiro jogo oficial da época, ao contrário dos seus oponentes, uma questão já tantas vezes debatida em Angola e que se prende com a calendarização.

Ao começar a época oficial na segunda quinzena de Fevereiro, com a disputa da Supertaça, o futebol angolano parte em desvantagem em relação às equipas cujos países se regem por uma época entre Agosto-Junho e que chegam a esta fase a meio da época e, em termos físicos e competitivos, na máxima força.

Segunda nota: depois de um ano em que se viu reduzido a duas vagas nas Afrotaças, o futebol angolano voltou a ganhar o direito a preencher quatro vagas.

Comecemos pelo 1.º de Agosto, a quem calhou o Adema, de Madagáscar. Um perfeito desconhecido, como reconhecem os militares, mas teoricamente pouco cotado e, como tal, previsivelmente acessível. Aliás, se há razão para o Adema ser conhecido é por constar no livro dos recordes do Guiness pela maior goleada da história do futebol: 146-0, a 31 de outubro de 2002, frente ao SO l`Emyrne, na poule de apuramento de campeão.

Mais: os golos foram todos marcados... na própria baliza, pelos jogadores do SO l`Emyrne, zangados com o árbitro do jogo anterior, frente ao DSA, que puniu a equipa com uma grande penalidade que ditou um empate e o afastamento do título. Em protesto, passaram o jogo com o Adema a marcar auto-golos. Treinador e jogadores foram, depois, suspensos pela federação, entre um e quatro anos.

Missões mais complicadas devem ter Recreativo do Libolo e Recreativo da Caála, que jogam fora. O campeão vai a Der Es Salaam defrontar uma das maiores equipas da Tanzânia, o Simba, que divide com o Young Africains a hegemonia em termos de adeptos.

Já o Power Dynamos é uma equipa zambiana muito rotinada e com larga experiência nas Afrotaças. E terá o público do seu lado.

 
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