Combate às Drogas em Angola deve ser inclusivo
18-04-2013 | Fonte: RNA
Angola tem feito esforços em certificar empresas que sejam idóneas, para fazerem a importação de Drogas consideradas lícitas, ou àquelas que são importadas, sintetizadas por países, para fins médicos ou científicos, registou a RNA, Quinta – feira, 18/04.

Tal afirmação foi feita por Sukami André, do Ministério da Saúde, presente ao Rádio – Visão, espaço de debate sobre “A problemática do consumo das drogas em Angola”, emitido pela Rádio Nacional e a Televisão Pública de Angola, em simultâneo.

Sukami André referiu que, uma vez colocados no país, a Direcção Nacional de Medicamentos e Equipamentos, faz a monitorização destes produtos considerados como drogas lícitas, nomeadamente, os anestésicos, sobretudo, nos hospitais com blocos operatórios.

“As drogas influenciam em muito na capacidade da consciência das pessoas, podem trazer problemas do ponto de vista somático, inclusive provocar interrupções no sistema reprodutor, no aparelho respiratório porque muitas destas drogas são metabolizadas a partir dos pulmões, e o fígado, que é um órgão muito sensível, dando lugar as hepatites, entre outros males”, explicou.


Por seu turno, Abílio Tomé, representante do Ministério da Educação, ao espaço Rádio - visão informou que a problemática “Drogas”, aparece ao nível da Educação no país, como temática transversal, sobretudo, nas disciplinas onde se podem transmitir conhecimentos sobre o perigo que as drogas representam, através de manuais, onde constam igualmente conteúdos sobre os perigos da transmissão do VIH/SIDA.

“O Ministério da educação acabou de aprovar o Plano Estratégico do HIV/SIDA, e porque as Drogas estão intrinsecamente ligadas a esta pandemia, há esta preocupação de incluir a questão droga nestas matérias”, frisou.

Entretanto, durante o debate ficou atestado que ultimamente em Angola, a sensibilidade para tratar as questões ligadas ao combate as Drogas está a crescer bastante, sobretudo, da parte de quem precisa de ajuda ou tratamento.

A Directora da Comissão Interministerial de Luta Contra as Drogas (CILAD), Ana Graça frisou que, nos últimos quatro anos foi introduzida uma nova metodologia de levar informações sobre este trabalho ao nível das Escolas periféricas.

“Os jovens conhecem-nos porque nós estamos sempre lá, afinal eles são os mais afectados”, frisou.

Ana Graça avançou que no quadro doutras acções, se está a trabalhar já para criar o Embaixador da luta contra as Drogas, que será a pessoa que vai estar em contacto com os jovens nas Escolas.

“Nós acreditamos que lutar contra as Drogas, é lutar contra a pobreza, portanto, cada vez que nós saímos a rua e vamos ter com a juventude, nós fazemos questão de incentiva-los a irem para a Escola, e cada vez mais estarem informados sobre os efeitos nocivos das drogas”, disse.

As Drogas mais frequentes em Angola, são a Liamba, que também é produzida no país, além das provenientes do estrangeiro, como o Crack, entre outras.
Sérgio José Dos Santos, representante do Ministério da Juventude e Desportos revelou na ocasião que, foi já lançado o primeiro passo para a realização no país, da Conferência Nacional sobre medidas de política de prevenção da delinquência juvenil, onde será igualmente discutira a problemática das drogas, como tema central.

O certame agendado para Novembro, de 2013 será antecedido por um conjunto de conferências provinciais cujo lançamento decorreu já no Lobito, neste mês de Abril, em que se assinala o dia da juventude angolana, 14/04.


De referir que, o espaço contou igualmente com a presença da Directora do Gabinete Jurídico do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Isabel Fernandes, que apresentou as acções que têm sido desenvolvidas no combate ao consumo das drogas.
 
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