Chicoti regozijado com eleição de Angola ao CS da ONU
17-10-2014 | Fonte: Angop
O ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Chicoti, manifestou-se (quinta-feira) regozijado com a forma excepcional como Angola foi eleita para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobretudo pelo elevado número de votos obtidos.

“Esperávamos ser eleitos, mas não por estes números expressivos”, disse Chicoti, numa reacção ao acontecimento, justificando que “os angolanos devem, por isso, orgulhar-se por esta vitória, porque é um reconhecimento da comunidade internacional”.

Acrescentou que isto é um indicativo do prestígio granjeado por Angola, “uma grande vitória da acção política e diplomática” do seu Presidente, José Eduardo dos Santos, que dedicou muito do seu tempo, nos últimos anos, às questões da paz e segurança na região em que se situa. 

Em declarações à imprensa angolana, no final da sessão, Chicoti referiu que o elevado número de votos obtidos é, também, uma manifestação de confiança e uma “reacção muito forte” da comunidade internacional para com Angola. 

No seu entender, esta eleição vem aumentar, ainda mais, as responsabilidades de Angola, sobretudo a favor da paz no mundo e na região em que está inserida e “o desafio é grande”.

Em função desta conjuntura, o ministro considera que Angola inicia, agora, um novo ciclo, de uma nova imagem que dá ao mundo, com maiores preocupações e responsabilidades em relação aos grandes problemas que se colocam ao mundo, sobretudo em matéria de paz e segurança.  

O ministro angolano aproveitou para agradecer o apoio recebido dos parceiros internacionais, porque “vêm a capacidade de Angola em poder responder, de maneira conveniente. Somos um país que está a crescer e temos toda a moderação para poder propor soluções ou trabalhar com os outros nos problemas que afectam o mundo”.

A República de Angola conseguiu hoje um grande feito na arena político-diplomática internacional, ao conquistar, nas urnas, 190 dos 193 votos expressos na sua eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Tratou-se do maior número de votos conseguidos entre os sete candidatos que concorreram aos cinco assentos de membros não permanentes do Conselho. A candidatura foi caucionada pela União Africana.

Por este facto, a sala de sessões da Assembleia Geral foi inundada de aplausos e manifestações de felicitações, após o anúncio desta conquista.

Quanto às outras regiões, pela América Latina e Caraíbas foi eleita a Venezuela. Pela Ásia e Pacífico foi eleita a Malásia e a Nova Zelândia pela "Europa Ocidental e outros Estados".

Ainda nesta última região, o outro assento foi ganho pela Espanha, ao cabo de três votações de desempate, na sequência de uma renhida disputa com o outro candidato, a Turquia.

Esta é a segunda vez que Angola é eleita a este selecto grupo, onde pontificam as cinco potências que se constituem nos membros permanentes, designadamente EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, com direito a veto.

A primeira eleição ao órgão ocorreu a 27 de Setembro de 2002, quatro meses depois do fim do conflito armado e do estabelecimento da paz definitiva no país.

Angola junta-se, assim, em representação de África, à Nigéria e ao Tchad, cujos mandatos apenas terminam a 31 de Dezembro de 2015.

Os restantes candidatos eleitos são a Malásia, pela Ásia e Pacífico, a Venezuela, pela América Latina e Caraíbas e a Espanha e Nova Zelândia região da “Europa Ocidental e outros Estados”.

O Conselho de Segurança é o mais visível e influente órgão do sistema das Nações Unidas, encarregue de zelar pelo estabelecimento e manutenção da paz e segurança mundiais. É composto de 15 membros, 10 dos quais não permanentes.

Estes são eleitos, rotativamente, todos os anos, em representação das distintas regiões do mundo.
 
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