Petróleo: Angola e 2º maior mercado das exportações escocesas
22-10-2014 | Fonte: JA
Angola é, depois dos Estados Unidos, o segundo maior mercado das exportações escocesas de serviços do sector de petróleo e gás, afirmou ao Jornal de Angola representante da Agência Escocesa de Desenvolvimento e Investimento em África.

Gary Soper declarou que “isso significa um volume de negócios no sector na ordem de 10 por cento do total exportado” ou vendas de dois mil milhões de dólares (200 mil milhões de kwanzas) neste momento.

Na semana passada, uma primeira missão de empresários da Escócia do sector de petróleo e gás, constituída por oito empresas, terminou uma visita exploratória a Angola destinada a criar negócios entre os dois países. “Temos certeza que as empresas escocesas podem fortalecer a prestação de serviços petrolíferos no mercado angolano”, afirmou.

O representante da Agência Escocesa de Desenvolvimento e Investimento referiu que o objectivo principal destas empresas é fortalecer as relações que possuem no mercado, criar relações e parcerias e as que já estão em Angola reforçarem a presença. “A ideia das que estabelecem agora parcerias é conhecerem o mercado e estudarem como podem constituir a parceria com empresas e instituições importantes em Angola”, sublinhou.

Tendo em conta que das especialidades da Escócia são os negócios na área do petróleo e do gás, disse que as prioridades do seu país são investimentos neste sector nos mercados de Angola, Nigéria e Ghana, produtores e exportadores de hidrocarbonetos.

“Vamos criar negócios entre a Escócia e Angola e o valor de cada negócio está por estabelecer, acentuou. Antes desta deslocação a Angola, a Agência Escocesa de Desenvolvimento e Investimento enviou missões exploratórias a África para estudar em três meses o mercado de cada região.

O resultado dos estudos, prosseguiu, mostra que há oportunidade de empresas escocesas fazerem investimentos na África do Ocidental e Oriental. Somos um país com cinco milhões de habitantes e grande quantidade de empresas e de instituições que querem fazer investimentos no estrangeiro, declarou.

A missão escocesa quis perceber o que mercado angolano requer para investimento estrangeiro e verificou que “faltam de recursos humanos angolanos, pessoas preparadas para trabalhar na área na qual a oferta escocesa é abundante”.

A prioridade agora, referiu, é que os recursos humanos angolanos percebam que é com conhecimento da tecnologia e com a inovação que podemos trazer a mais-valia da Escócia.

Face a esta insuficiência, a aposta escocesa é a formação de técnicos em Angola ou na Escócia para aprenderem como se trabalhar no mercado britânico e como trazer todo o conhecimento sobre boas práticas para o país.

O representante escocês aventou a possibilidade de se trazer para Angola algumas das Universidades e instituições de ensino escocesas para trabalharem com estabelecimentos angolanos congéneres em cursos e formação em todas as áreas da indústria do petróleo e do gás.

Gary Soper disse que era bom que fossem formados angolanos na Escócia para posteriormente serem formadores, alargando os benefícios nesse domínio.
 
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