Hábitos culturais dificultam controle do Marburg
21-04-2005 | Fonte: Angop
Os hábitos culturais é o fraco conhecimento de muita população sobre o perigo da Febre Hemorrágica de Marburg foram hoje apontados, pela especialista em doenças infecciosas e membro do grupo de acompanhamento as endemias, Paula Figueiredo, como factores principais de difícil controle da epidemia no país.

Paula Figueiredo prestou esta informação quando intervinha na palestra subordinada ao tema "Prevenção, combate á Sida e outras endemias, como a Malária e Marburg, seu impacto social é económico", promovida pelo Centro de Estudos e Investigação Científica da UCAN.

De acordo com a palestrante que fez um historial desde o aparecimento da doença nos anos 60 na Alemanha, o facto de muitos familiares de defuntos exigirem os corpos para serem manuseados a seu belo prazer, dificulta grandemente o controle da epidemia.

"Existe ainda hábitos como beijar, abraçar e permanecer demoradamente ao lado do ente-querido, devem ser extinguidos, pois os mesmos propiciam a circulação dos vectores", enfactizou a palestrante.

Porém, o representante da ONU/Sida, em Angola, Alberto Stella, que dissertou sobre a Sida, manifestou -se satisfeito pelo facto do Estado angolano desenvolver políticas claras de estancamento da pandemia.

De acordo com Alberto Stella, Angola tem uma situação relativamente calma quanto aos casos de sida, comparados a outros paises de áfrica e do mundo em geral.

Segundo ainda o representante da ONU/Sida, uma pesquisa realizada pela sua instituição em Luanda durante os últimos anos, 40 por cento das trabalhadoras de sexo nesta cidade estão infectadas com HIV, apelando para um cuidado maior dos cidadãos nas relações sexuais ocasionais.

Durante a palestra, vários panfletos informativos sobre a Sida e a doença do Marburg, suas manifestações e consequências no organismo humano, foram mostrados aos estudantes, professores da UCAN e público em geral que assitiram a palestra.

Até 21 de Novembro, data do término do cíclo de palestras que hoje começou, o Centro de Estudos e Investigação Científica da UCAN abordar outros assuntos como "A banca angolana do futuro, a banca universal e suas perspectiva", "A palanca negra gigante" e "gestão em áfrica - mudança de mentalidade dos gestores".
 
Comentários
Quer Comentar?
Nome E-mail ou Localização
Comentário
Aceito as Regras de Participação
Foto-Destaque
Foto-Destaque
Questionário