Israel deverá cancelar programas de assistência a Angola
27-12-2016 | Fonte: RA
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prepara-se para anunciar o cancelamento do programa de assistência a Angola.
 
É a primeira retaliação de Israel pelo apoio angolano à resolução da ONU condenando a construção de colonatos israelitas na Cisjordânia e Jerusalém.
 
De acordo com o site israelita Ynet News, o anúncio deverá ser feito ainda hoje e segue o exemplo de medidas aplicadas ao Senegal, um dos 12 países que votaram a favor da resolução e com quem Israel tem relações diplomáticas.
 
Em causa deverão estar vários programas de cooperação em domínios como agricultura, saúde, educação, construção, segurança, entre outros.
 
O mesmo site israelita acrescenta ainda que os diplomatas angolanos haviam prometido abster-se na votação, mas não cumpriram com a palavra.
 
O mal estar nas relações é ilustrado na notícia com um episódio caricato. Quando os diplomatas angolanos foram chamados ao ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, em Jerusalém, para prestar esclarecimentos sobre o voto na ONU, o embaixador Feliciano António dos Santos estacionou o carro num local proibido, tendo acabado por ser multado.
 
O Ynet News tem inclusivamente uma foto desse momento.
 
No mesmo artigo, o site refere-se ainda a Angola como um país produtor de petróleo, “que actualmente ocupa a província de Cabinda”, onde a população “tem lutado pela independência desde 1960”.
 
Existem vários exemplos recentes de investimento israelita em Angola, que agora podem ter os dias contados. Ainda em Outubro deste ano, um projecto agrícola de USD 370 milhões juntou o grupo israelita Tahal International BV e a empresa nacional ZRB.
 
Outro exemplo é o projecto agro-pecuário Lutau Yutan Lobel, localizado no município de Kiwaba Nzoji, em Malanje, e financiado por uma linha de crédito do governo israelita, num valor de USD 30 milhões.
 
 
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