«Estamos profundamente decepcionados e indignados com Angola» - Embaixador de Israel
28-12-2016 | Fonte:
O embaixador de Israel em Angola, Oren Rosenblat, disse que o seu país está “profundamente decepcionado e indignado” pela posição tomada por Angola no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde, juntamente com outros onze países, votou a favor da resolução contra a construção de colonatos israelitas na Cisjordânia e Jerusalém.

Num vídeo publicado ontem nas redes sociais, Oren Rosenblat disse que “Israel e Angola são países amigos e essa amizade deveria ser mostrada nas Nações Unidas”.

“Estamos profundamente decepcionados e indignados pela posição tomada por Angola no Conselho de Segurança. Essa resolução ignora completamente a história”, lamentou. Ainda no mesmo vídeo o embaixador israelita reforçou a decisão que já havia sido comunicada anteriormente pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de limitar as relações com esses doze países.

“Israel decidiu limitar temporariamente o contacto oficial com os países que apoiaram a resolução. Os ministros do governo de Israel não visitarão esses países e o contacto com a embaixada em Israel também será limitado”, informou.

Para Oren Rosenblat, “a questão Israel-palestiniano deve ser resolvida, mas o que não é aceitável é que amigos levem as suas diferenças para o Conselho de Segurança”, criticou, acrescentando que “a nova administração dos Estados Unidos da América terá uma abordagem completamente diferente”.

“A resolução 2334 não promoverá em nenhum caso a paz, mas sim endurecerá as posições palestinianas e prolongará o alcance da paz. O conflito Israel-palestiniano será resolvido apenas através de negociações bilaterais e directas sem condições prévias. Aguardamos infinitamente os palestinianos para retomar as negociações”, argumentou. No início da semana, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, proibiu os seus ministros de viajarem, ou reunirem com governantes dos 12 países que votaram a favor da resolução contra a construção de colonatos israelitas na Cisjordânia e Jerusalém.

A decisão de Benjamin Netanyahu, anunciada por um porta-voz diplomata de Israel, é uma retaliação à votação da passada sexta-feira do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aprovada por 14 votos e nenhum contra. Os Estados Unidos, com poder de veto, abstiveram-se.

Além de Angola, a suspensão estende-se a Rússia, França, Espanha, Reino Unidos, China, Japão, Egipto, Uruguai, Ucrânia, Senegal e Nova Zelândia. Malásia e Venezuela, que também promoveram a resolução, não mantêm relações com Israel.
 
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