Banca regista crescimento de 17% no activo
02-01-2017 | Fonte: Jornal Mercado
A Associação Angolana de Bancos (ABANC) publicou, no último trimestre de 2016, o estudo anual sobre a actividade da banca em 2015. Ao contrário de estudos anteriormente divulgados, no referido trimestre, pelas consultoras Deloitte e KPMG, a análise financeira da ABANC é exposta de forma agregada e agrupada em três classes, prescindindo do rankingentre os bancos, excepto nos dados referentes ao activo. Do formato apresentado pela ABANC, no estudo, o sistema bancário angolano é subdivido por bancos de grande, média e pequena dimensão.

Quanto aos resultados, o activo total dos bancos cresceu 17% em 2015, comparativamente a 2014, influenciado em parte pela valorização dos activos em moeda estrangeira.

Também houve um crescimento dos títulos e valores mobiliários (compostos essencialmente por títulos de dívida pública) na ordem dos 50,9%. Tal acréscimo, segundo a análise, resultou do aumento das necessidades de financiamento público, assim como das alterações de política monetária em particular, no final do ano (2015).

Esse facto estimulou igualmente o crescimento das disponibilidades em 35%, tiveram maior contributo para evolução agregada dos activos e menor incremento do crédito com apenas 6,2%.

Verificou-se tal evolução face à desaceleração do crescimento económico, causada pela queda do preço do petróleo com impacto noutros sectores.

Alteração da estrutura do activo

Apesar da alteração da estrutura do activo, a actividade creditícia continua a ser a componente com maior participação percentual, representando 36,3% do total (contra 40,0% em 2014 e 35,1% em 2013), seguida dos títulos e valores mobiliários com 28,7%.

Manteve-se a tendência para a redução do volume de operações em aplicações de liquidez em 2015, na ordem dos 37,1%, nomeadamente nas operações no mercado monetário interbancário, tendo forçado a contracção de 28,3% do agrupamento de outros activos remunerados, indicativo das alterações na política monetária.

Ainda de acordo com o estudo da ABANC, relativamente à banca, também foi possível verificar que se registou um aumento da percepção do risco de crédito no mercado monetário interbancário.
 
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