João Lourenço define como prioridade trabalhar para vencer eleições
03-02-2017 | Fonte: TPA
À saída da reunião do Comité Central do MPLA, onde foi oficializado candidato do partido à Presidência do país, João Lourenço traçou como prioridade vencer as eleições e garantiu que está "preparado para aceitar o desafio" de conduzir os destinos da nação.

Na primeira declaração à imprensa na qualidade de candidato oficial à sucessão de José Eduardo dos Santos, João Lourenço apontou como "única prioridade neste momento trabalhar para vencer as eleições", missão para a qual garante estar apto.

"Venho sendo preparado e vou-me preparando para o exercer a função. Hoje foi a confirmação de algo que internamente, a nível da direcção do partido já era praticamente um dado adquirido. Estou preparado para aceitar o desafio que o Presidente José Eduardo dos Santos e o partido colocam nas minhas mãos, e tudo farei para honrar a confiança que em mim foi depositada", sublinhou o cabeça­ de­ lista do MPLA na corrida às eleições gerais, afastando a ideia de que parte com atraso para a campanha.

"Modéstia à parte, penso não ser um eterno desconhecido, sou um quadro do partido há muitos anos, desempenhei muitas funções, fui secretário-geral do partido e nessa qualidade andei muito pelo país. Portanto penso que o meu rosto é conhecido e sete meses são suficientes".

Apesar de militar, general das Forças Armadas Angolanas na reserva, João Lourenço fez questão de não destacar essa condição, recordando que o país "já não está em guerra", desde 2002, e que os desafios agora são outros. "São a consolidação da democracia e o fortalecimento da economia".

Sobre a campanha eleitoral, João Lourenço afirmou que vai "jogar com as mesmas armas que os outros [candidatos] jogarem", ao falar sobre a possibilidade de debates.

"É um desafio grande, mas eu acredito que, embora difícil, não é impossível. Temos otimismo suficiente para pensar que vamos conseguir e quem vai conseguir não é o cidadão João Lourenço, o militante João Lourenço.

Quem vai conseguir é o próprio MPLA, que é uma verdadeira máquina e eu sinto-me suficientemente respaldado para poder fazer frente a este desafio", rematou.

Recorde-se que à luz da Constituição, o cabeça­de­lista pelo círculo nacional do partido ou coligação de partidos mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do Executivo, moldes em que já decorreram as eleições de 2012.
 
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