Luanda: Professores e Governo ainda sem entendimento para travar greve
15-02-2017 | Fonte: Lusa
Os professores de Luanda apresentaram-se nas escolas no início do novo ano letivo, este mês, mas o sindicato afirma que estão preparados para a paralisação, caso não haja acordo com o Governo angolano até 28 de fevereiro.

A posição foi transmitida à Lusa pelo secretário provincial de Luanda do Sindicato Nacional de Professores (Sinprof), Fernando Laureano, depois de nova ronda de negociações com o Ministério da Educação na última semana, a segunda em quinze dias, mas ainda sem conclusões.

"Por enquanto estamos a dar aulas sem quaisquer constrangimentos, apenas estamos a preparar-nos para qualquer eventualidade caso não se resolvam as nossas preocupações até ao fim deste mês", explicou Fernando Laureano.

Nos dois últimos encontros negociais com o Ministério da Educação, o sindicalista garantiu que foram analisadas os "três pontos fulcrais" das reivindicações dos professores, que são a atualização de categorias, os professores em regimes eventuais e ainda os subsídios de dedicação exclusiva e de risco.

Recordou que em termos legais está prevista a atribuição de sete subsídios, quando os professores recebem "apenas dois", precisamente um dos motivos que está na base da anunciada paralisação.

Questionado sobre se até 28 de fevereiro tais preocupações deverão encontrar resposta positiva junto do Governo, Fernando Laureano manifestou a esperança em alcançar o consenso, mas sublinhou que "tudo depende" do Ministério da Educação: "Os professores estão todos ávidos para que as nossas preocupações tenham soluções", disse.

As aulas em Luanda arrancaram oficialmente no dia 1 de fevereiro e prolongam-se até ao dia 15 de dezembro de 2017.

Na abertura do ano escolar em Luanda, o governador da capital angolana anunciou a inserção de 1.000 novos professores para reforço do processo de ensino e aprendizagem, número que o Sinprof classificou na altura como ínfimo, tendo em conta as necessidades.

Aquele sindicato remeteu em 2013 ao Ministério da Educação e à Direção da Educação de Luanda um caderno reivindicativo com preocupações sobre o aumento do salário, a promoção de categoria e ainda a redução da carga horária, mas até ao momento " nem sequer 10% das reclamações foram atendidas".

O Sinprof conta em Luanda com 16.534 filiados, num universo de mais de 22 mil professores.
 
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