Taxistas prometem paralisar Luanda
16-02-2017 | Fonte: O País
A partir de Segunda-feira e nos dois dias seguintes, os 18 mil taxistas filiados na Associação Nova Aliança em Luanda, prometem cruzar os braços em protesto à falta de paragens. O responsável pelo Tráfego e Mobilidade do GPL, Amadeu Campos, afirmou que decorrem negociações para que a paralisação não se efective.
 
Os taxistas da Associação Nova Aliança, que há cerca de duas semanas anunciaram a realização de uma greve, garantiram a este jornal que a paralisação se concretizará na data anunciada, mesmo havendo negociações com o Governo Provincial de Luanda (GPL). O presidente da associação, Geraldo Wanga, disse ontem, a OPAÍS, que a decisão de “cruzarem os braços” durante três dias (20, 21 e 22 do corrente mês) foi tomada em finais do ano passado pelo Conselho Deliberativo da organização, em consequência de alegadas promessas não cumpridas que se arrastam desde 2015, com realce para a falta de paragens.
 
O líder da Nova Aliança disse que em dois anos, a sua equipa conseguiu, por via da sensibilização, conter os ânimos dos seus associados, porém volvidos este tempo nada foi resolvido. Antes pelo contrário, alega que as poucas paragens de que dispunham foram eliminadas. A classe dos candongueiros mantém a disponibilidade para negociar com as autoridades sem, no entanto, comprometer a paralisação. “A negociação servirá apenas para avaliar as nossas exigências para o período de 2015 a 2017. Caso se chegue a um desfecho mutuamente favorável, a greve não se estenderá nos três dias. Porém, com ou sem negociação, a paralisação vai sair”, garantiu Geraldo Wanga.
 
Informou que a promessa de criação de 320 paragens de táxi para embarque e desembarque de passageiros, feita publicamente pelo assessor jurídico do GPL, Marco Moreira, no dia 15 de Dezembro de 2016, não foram cumpridas. Por outro lado, a associação dos “azuis e brancos” refere que não há coordenação entre o GPL e os diferentes órgãos da Polícia Nacional, nomeadamente os agentes reguladores de trânsito, Ordem Pública, Brigada Canina, Brigada Montada, agentes da Segurança Escolar até mesmo a Polícia Militar que importunam a sua actividade.
 
Segundo a fonte, a definição de políticas viradas para a classe têm falhado por se desconhecer o número real dos taxistas que operam na capital, uma situação que, em sua opinião, deve ser resolvida com a participação das associações. “Os projectos apresentados pelas associações são importantes porque somos nós que vivemos os problemas”, sustentou. Aliás, referiu que até alguns taxistas afectos à sua concorrente (a Associação de Taxistas de Luanda) mostraram-se solidários e decidiram participar na paralisação da próxima Segunda-feira.
 
 
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