Venda ilegal de combustível põe em causa segurança nos bairros de Luanda
17-02-2017 | Fonte: Novo Jornal
O perigo espreita a cada minuto e em qualquer lugar dos bairros de Luanda onde a venda ilegal de combustível é feita às claras. O risco de incêndios e explosões é constante, os bombeiros sabem disso e não escondem a preocupação. Multiplicam­se os casos em que as chamas ceifam vidas humanas. Mas o negócio continua...

A venda de combustível nas ruas e nas residências do Palanca e do Kassequel está a gerar forte preocupação nosmoradores porque o negócio é realizado sem cumprir as mínimas normas de segurança e o perigo de incêndios estásempre presente.

Os bombeiros, em conjunto com as autoridades policiais, têm realizado trabalho no terreno, seja, como explicaFaustino Miguês, porta­voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Luanda, para sensibilizar vendedores eclientes para os perigos que correm, ou quando as autoridades vão para o terreno para aplicar coimas aosinfractores.Isto, porque, adiantou Miguês, já não é a primeira vez que nestes estabelecimentos ocorrem incêndios com a perdade vidas humanas, porque a grande massa de combustível armazenada em alguns deles "dificulta muito" o trabalhodos bombeiros e faz aumentar o risco para as populações dos bairros onde estão localizados.

O Novo Jornal deu uma volta nos bairros do Palanca e Kassequel e constatou a preocupação por parte dosresidentes, que se queixam sobretudo do risco de incêndio que a presença de milhares de litros de gasolina egasóleo constitui 24 horas por dia.Ana Gonçalves, moradora da rua E do distrito do Palanca, foi uma das moradoras que admitiu ao Novo Jornal estarsempre com medo de que algo de grave aconteça."Não é a primeira vez que acontece um incêndio numa residência de comerciante de produtos inflamáveis. Já enviamos cartas à administração distrital para a resolução do problema, mas não tivemos resposta", lamentou.Com o passar dos anos, as pessoas vão­se habituando a ver perto das suas casas os bidões cheios de combustível ea forma artesanal como é feita a venda, directamente para os carros e motas ou para vasilhame mais pequeno,deixando sempre escorrer combustível para o chão.

Com o hábito, como contaram alguns moradores, vai­se perdendo a noção do perigo e só quando algum acidenteocorre é que as pessoas ganham consciência do verdadeiro risco em que incorrem diariamente."Já fizemos várias denúncias à polícia, mas não ouve nenhuma solução. Esta situação parece normal, mas é bastante grave", disse ainda Ana Gonçalves.

No Palanca, a revenda de combustível está essencialmente concentrada nas ruas A e E e G, que, ao mesmo tempo,são as mais frequentadas e onde o trânsito é mais intenso, circulando por elas, diariamente muitos milhares depessoas.Grande parte deste combustível é vendido a motoristas que preferem gastar um pouco mais por litro de gasolina ougasóleo do que andar alguns quilómetros até ao posto de abastecimento ou preferem evitar entra nas vias principaispor causa dos engarrafamentos.
 
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