Guiné Equatorial ultrapassa Angola na venda de petróleo a Portugal
18-05-2017 | Fonte: Lusa
A Guiné Equatorial ultrapassou pela primeira vez Angola como maior fornecedor lusófono de petróleo a Portugal no primeiro trimestre, com vendas acima de 100 milhões de euros, quase o dobro do valor comprado a Angola.
 
De acordo com os cálculos da Lusa com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística relativamente às estatísticas do comércio internacional, divulgadas na semana passada, Portugal comprou à Guiné Equatorial 103,9 milhões de euros em Produtos Minerais, ultrapassando os 54,7 milhões que comprou a Angola.
 
Os dados agregados do primeiro trimestre mostram que esta é a primeira vez que Angola, um dos dois maiores produtores africanos de petróleo a par da Nigéria, não é o principal fornecedor lusófono desta matéria-prima a Portugal, já que no total do ano passado o saldo é largamente favorável à antiga colónia portuguesa.
 
Olhando para a totalidade do ano passado, constata-se que Angola vendeu 785,5 milhões de euros em petróleo a Portugal, contra apenas 83,8 milhões de euros de petróleo equato-guineense comprado por Portugal.
 
Contactada pela Lusa, a Galp, a maior compradora de petróleo portuguesa, explicou que "o processo de seleção de qualidades de petróleo bruto (vulgo "crude") depende essencialmente da sua disponibilidade, dos rendimentos em produtos refinados e da competitividade no contexto mundial".
 
Comentando a alteração do maior fornecedor de petróleo a Portugal, a petrolífera acrescentou que "anualmente a Galp adquire e refina entre cerca de 25 a 30 qualidades diferentes de crudes, por isso a alteração do 'mix' de compras apresenta variações ao longo do tempo de modo a maximizar a eficiência da produção".
 
De acordo com o relatório e contas da Galp, aprovado em Assembleia-Geral na passada sexta-feira, a petrolífera comprou, no ano passado, 40% do crude a países da antiga União Soviética, seguindo-se 30% na África Ocidental, 18% no Médio Oriente, sendo os restantes 12% divididos entre Norte de África e América Latina, cada um com 5%, e mais 2% no Mar do Norte.
 
 
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