Finanças querem baixo nível de despesas para evitar dívidas
16-06-2017 | Fonte: Angop
O Orçamento Geral do Estado para 2018 vai propor um baixo nível de despesas públicas para evitar dívidas acumuladas, anunciou, a secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva.

Aia-Eza da Silva respondia no parlamento algumas questões colocadas pela deputada da UNITA, Sofia Musongela, durante a reunião Conjunta das Comissões de Economia e Finanças e dos Assuntos Constitucionais e Jurídico da Assembleia Nacional, que aprovou a Conta Geral do Estado do Exercício Fiscal 2015.

“ Não é apenas responsabilidade do Ministério das Finanças reduzir as despesas públicas, mas de todas unidades orçamentadas, deputados e cidadãos”, respondeu a secretária de Estado do Orçamento, acrescentando que a redução das despesas públicas é uma nova mentalidade que deve surgir.

A gestora pública chamou a atenção dos deputados e governantes que assistiam à sessão para necessidade de se ajustar o nível de despesas à conjuntura actual, que se caracteriza pela incapacidade do Estado realizar determinadas despesas.

Disse que todo esforço está sendo feito para que o nível de dívida acumulada seja reduzida, porque se não se fizer o ajustamento ideal a situação continuará a mesma.

Essa mentalidade nova, segundo a gestora, tem que surgir a nível da execução da despesa.

Infomrou também que todos os esforços estão a ser feitos para que toda dívida existente seja sanada, principalmente a dos anos 2014, 2015 e 2016.

De igual modo, acrescentou a secretária de Estado, todo esforço está sendo feito para que o nível de dívida de 2017 seja o menor possível. "O segredo está na despesa, porque a receitas pode ser aumentada, mas ela não é elástica e nós perdemos uma componente muito importante da nossa receita".

Disse também ser necessário renegociar os contratos, trazer as despesas para baixo e tirar a resistência.

“ Há resistência, nalguns casos, passivas para mudança. A resistência é a todos os níveis, não é só para as unidades orçamentadas”, disse ela , referindo que o ajuste das despesas é difícil.

A Conta Geral do Estado do Exercício Fiscal 2015 foi aprovada, nas comissões especializadas, com 15 votos a favor e um contra. O documento voltará a ser discutido em plenário da Assembleia Nacional nos próximos.
 
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