Angola é o 4.º pior país do mundo em qualidade de vida
22-06-2017 | Fonte: Novo Jornal
O Índice do Progresso Social, que avalia os países segundo a qualidade de vida da população, medida através de variáveis como o acesso a água potável, Habitação, Saúde e Educação, coloca Angola na lista dos piores do mundo, apenas acima do Chade, Afeganistão e República Centro­ Africana.

Dos 128 países analisados para a elaboração do Índice do Progresso Social (IPS) 2017, Angola é um dos quatro piores, ocupando o lugar 125 da lista, liderada pela Dinamarca. Pior do que o desempenho angolano só mesmo o do Chade, Afeganistão e República Centro­ Africana, que surgem, respectivamente, nas posições 126, 127 e 128 do ranking.

No fundo da tabela ­ reservado para os estados com um nível "muito baixo" de progresso social ­ surgem ainda o Iémen (122), a Guiné-­Conacry (123) e o Níger (124), indicam os resultados do IPS, divulgados ontem, 21.

Fruto de uma colaboração entre académicos e empresas, incluindo, por exemplo, a firma de auditoria Deloitte, o Índice é produzido pela associação sem fins lucrativos Social Progress Imperative ­ baseada em Washington, nos EUA ­, com base no princípio de que o progresso social é mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB), devendo os países ser analisados para além da sua riqueza.

Por isso, apesar de apresentarem o mesmo PIB anual per capita ­ 6.938 dólares ­, Angola e Filipinas ocupam posições tão diferentes na classificação: os angolanos estão em 125.º lugar, os filipinos em 68.º.

A distância mede-se por uma série de indicadores de qualidade de vida, nomeadamente o gozo de liberdades e direitos individuais, o acesso a um nível avançado de Educação, cuidados de Saúde, água e saneamento básico e Habitação.

A ponderação das múltiplas variáveis ­ agrupadas em necessidades básicas, medidas de bem-estar e acesso a oportunidades ­ não só deixa Angola mal na fotografia como alerta para um recuo mundial em termos de desempenho social.

"Milhões de pessoas em todo o globo enfrentam um vergonhoso retrocesso das suas liberdades, mais violência e injustiça e uma flagrante discriminação e exclusão das oportunidades mais significativas da vida", alerta Michael Green, presidente da Social Progress Imperative.
 
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