Dívida ás aviadoras chegam a 477 milhões de dólares
13-07-2017 | Fonte: O País
A decisão da Emirates de suspender   o contrato de gestão que a ligava à TAAG, mostra quão sério é o problema das dívidas  às companhias aéreas que voam  para Angola, mas não diz tudo.
 
Um relatório da IATA Currency Clearence Service, abreviadamente, ICCS, organismo da  IATA que monitora a transferência de fundos para as companhias aéreas,  revela que Angola deve  às operadoras, 477 milhões de dólares. 
 
O relatório da ICSS alude a diligências que trouxeram a Luanda, peritos seus, onde  mantiveram consultas com  os ministros da Economia e dos Transportes.
 
O ICCS refere que tanto   Abraão Gourgel como Augusto Tomas mostraram ter em boa conta a importância da indústria de aviação. A missão da ICCS também teve consultas com o governo do BNA.  Aquele organismo da IATA pediu igualmente que além da liquidação dos atrasados , Angola seja mais transparente na alocação de fundos. 
 
Sediada em Montreal, Canada, a  IATA, Associação Internacional de Transportes Aéres,  deverá oferecer até ao final deste mês uma proposta para uma possível saída para este problema. Em Dezembro passado peritos daquele organismo, estiveram em Angola pelas mesmas razões.
 
Com data de 28 de Junho, o documento diz que há 15 meses que Angola não transfere fundos correspondentes às receitas que as operadoras fazem. Ao todo, o Estado angolano está em falta perante 12 companhias . A ICCS tem Angola numa lista de países sujeitos a um plano de amortizacão deste tipo de dívidas, conhecido pelo acrónimo inglês, BSP, isto é, Billing and Settlement Plan. 
 
A lista tem à cabeça a Venezuela, que deve às aviadoras 3 biliões e780 milhões de dólares. 
 
Da mesma fazem parte o Sudão, com um passivo de 190 milhões de dólares, a Nigéria, ( 171 milhões ) e o Bangladesh com 79 milhões. O relatório é feito com base em memorandos produzidos pelas companhias aéreas.
 
Na nota em que anunciava a suspensão do contrato de gestão da TAAG e  a redução das frequências para Angola, a Emirates dizia esperar " que a questão do repatriamento de fundos seja resolvida o mais cedo possivel de modo que as operacões comerciais possam ser retomadas de acordo com a demanda".
 
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