Girabola: Arqui-rivais em pé de "guerra"
04-08-2017 | Fonte: JD
A direcção do Petro de Luanda repudiou, com veemência, as acusações feitas pelo 1º de Agosto (ver texto ao lado), segundo as quais a Federação Angolana de Futebol (FAF) estaria a faltar com a "verdade desportiva", beneficiando os tricolores, ao ter remarcado primeiro o jogo de atraso da equipa frente ao Progresso da Lunda Sul, referente à 19ª jornada, ao invés do desafio diante do Recreativo do Libolo, válido para a 17ª ronda, agendado para este domingo, às 16h00, no estádio 11 de Novembro.
 
 
O clube petrolífero responde ao crónico rival 1º de Agosto, num extenso comunicado de imprensa, justificando não haver razões para o seu opositor revelar ansiedade de querer conquistar o título do Girabola Zap "como estão acostumados a ganhar, com falta de verdade desportiva". 
 
 
"De acordo com o calendário do Girabola Zap, o segundo jogo do Petro de Luanda é com o Libolo, mas o nosso segundo jogo foi com o Kabuscorp, não sabemos por que razão este factor não foi reclamado na altura pelo clube em causa (1º de Agosto). Lamentamos a aflição em que o clube rival está a passar na ânsia de querer conquistar, tal como na época passada, um campeonato nacional com muitos  casos  polémicos,  desde  os  golos  com  as  mãos,  de  fora  de  jogo e  facilidades em diversos jogos", refere a direcção de Tomás Faria no comunicado.  A direcção do Petro acrescenta, ainda, que o normal em toda parte do Mundo é, na data em que as selecções nacionais competem, não haver competição interna, mas lamenta o facto do 1º de Agosto proceder de forma diferente, "na ânsia de ganhar a todo custo".
 
 
"O clube em causa conseguiu fazer com que houvesse jogo na data em que a Selecção Nacional competiu na primeira mão do apuramento ao CHAN. O Petro informa aos seus adeptos e público em geral, que os clubes que participam nas competições continentais a nível mundial, durante a semana, jogam para a competição interna e para a internacional, sem necessidade de terem jogos em atraso", cita ainda o documento. 
 
 
De acordo ainda com os tricolores, o que acontece na nossa competição é completamente o inverso do que seria habitual e normal. E cita como exemplo, o facto do segundo jogo do Libolo, referente à segunda volta, deveria ser diante do Petro, ao contrário do realizado com o Interclube, que de acordo com o calendário deveria ser o quinto jogo. 
 
 
"A direcção do Petro entende que falta de verdade desportiva é (o 1º de Agosto) ter trocado em 2016 o jogo em casa do Clube Desportivo da Huíla para ser jogado em Luanda no Estádio 11 de Novembro, situação que não foi por nós reclamada", recorda a direcção tricolor. 
 
 
“Não marcámos encontros com árbitros em bombas”
 
 
As recentes declarações proferidas pelo professor Zeca Amaral, treinador do FC Bravos do Maquis, dando conta de um alegado encontro entre membros da direcção do 1º de Agosto e da equipa de arbitragem numa bomba de combustível, no Luena, mereceram igualmente abordagem da direcção do Petro de Luanda no referido documento.
 
 
Os tricolores consideram não entender as razões de tanta preocupação do rival, pois afirmam que o 1º de Agosto é única equipa no Girabola Zap que inicia a competição com 6 pontos (do Desportivo da Huíla), quando todos os outros começam com zero.
 
 
"Mesmo assim (o 1º de Agosto) teme que os seis pontos de graça não sejam suficientes, ao ponto de segundo declarações públicas do Professor Zeca Amaral, marcar encontros com membros da equipa de arbitragem nas bombas de combustível, algures na cidade do Luena, alegando que queriam ajudar na compra de bilhetes de passagem", assevera a direcção de Tomás Faria. 
 
 
Acrescenta, ainda, a direcção petrolífera no mesmo comunicado e de forma irónica que o Petro até é um clube do ramo dos petróleos, mas nunca marcou encontro com membros das equipas de arbitragens em nenhum local, "nem mesmo nas bombas de combustível, onde somente vai para abastecer viaturas e, caso precisar de ajudar na compra de bilhetes para os árbitros, a ética e verdade desportiva, obriga a depositar o valor na conta da FAF, sendo esta que depois trata com o seu filiado". 
 
 
"Como a FAF alega que há clubes em falta com o valor para arbitragem, é nosso entendimento, que se o clube em causa pretende ajudar, que vá saber qual é o valor em dívida e deposita na conta daquela instituição ai sim, estariam a actuar com verdade desportiva", lê-se ainda no documento.                                    
 
 
Militares denunciam falta de verdade desportiva
 
Clube Desportivo 1º de Agosto tornou público na semana passada, uma nota de imprensa, sob o título "falta de verdade no acerto de calendário do Girabola", onde alega haver favorecimento da Federação de Futebol ao  Atlético Petróleos de Luanda, ao que publicamos na íntegra:
 
 
"Constatamos com muita preocupação, em função das últimas decisões relacionadas com o agendamento dos jogos em atraso do campeonato nacional de futebol, que há um interesse muito grande em favorecer a equipa do eixo viário, o Petro Atlético de Luanda na disputa do Girabola Zap 2017. Como é do conhecimento público grande parte dos clubes optou pela não paragem da prova, em função dos compromissos da selecção nacional, mesmo tendo em conta que os regulamentos da FAF - Federação Angolana de Futebol, conceda a prerrogativa das equipas que concedam mais de 3 atletas não efectuarem partidas. A equipa do eixo viário que tem como seu treinador principal o Sr. Beto Bianchi, que exerce também a mesma função na selecção nacional, findo o interregno acima referido, vai realizar os jogos em atraso para o acerto do calendário; porém a forma como a gestão do calendário desses jogos está a ser feita indicia má fé e favorecimento ao adversário. Eis os nossos argumentos de razão:
 
 
A sequência correcta de jogos seria defrontar o Recreativo do Libolo (17ª jornada), Interclube (18ª jornada), Progresso da Lunda Sul (19ª jornada) e ASA (20ª jornada); mas constatamos que a princípio, a equipa do eixo viário tem um jogo marcado para quarta-feira, dia 2 de Agosto 2017 (vitória por 1-0),  diante do Progresso da Lunda Sul, quando na verdade deveria ser diante do Recreativo do Libolo. Este procedimento na nossa opinião não dignifica a lisura que deve caracterizar a prova e consequentemente fere a verdade desportiva. Neste âmbito o nosso Clube manifesta publicamente o seu repúdio e aguarda esclarecimentos por parte do órgão reitor do futebol, sobre as motivações que a levaram  a tomar/partilhar tal decisão". 
 
 
 
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