UNITA contesta resultados provisórios e já fala em «soluções parlamentares»
25-08-2017 | Fonte: Novo Jornal
A UNITA, maior partido na oposição em Angola, refuta os resultados eleitorais divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), no quadro das eleições de quarta-feira, 23, e já fala em "soluções parlamentares".

O mandatário do partido do "Galo Negro" para as eleições promete demonstrar, através das actas de voto, que o seu partido e o MPLA estão a disputar "de forma renhida" a vitória e fala mesmo da possibilidade de coligações pós-eleitorais.

A CNE está "equivocada" e os resultados anunciados são "falsos", declarou José Pedro Catchiungo.

"Não é possível, hoje em dia em Angola, o MPLA ganhar em todas as províncias, como a senhora Ferreira está a dizer", afirmou.

Os números que estão a ser compilados pela UNITA fundamentam-se nas actas-síntese das assembleias de voto, forçosamente assinadas pelos delegados de lista presentes durante a contagem e depois afixadas no local da votação.

É com estes números como suporte que o partido liderado por Isaías Samakuva diz que apenas o MPLA e a UNITA podem ganhar, mas por diferenças mínimas que abrem caminho às coligações contra o partido no poder, e já admitidas pelos principais partidos da oposição.

"Há uma diferença muito renhida. Primeiro, nenhum partido vai conseguir ganhar com uma maioria muito expressiva. Segundo, os partidos com possibilidades de ganhar estas eleições são a UNITA e o MPLA", disse José Pedro Cachiungo.

"Quer ganhe um ou outro, a diferença vai ser mínima", declarou o mandatário.

"Daqui adviriam soluções parlamentares sobre as quais agora os analistas se vão debruçar", expôs José Pedro Cachiungo.

A coligação CASA-CE - que também contesta a veracidade dos números provisórios apresentados hoje pela CNE - também admitiu a eventualidade de se coligar com a UNITA para "deslocar o MPLA" do poder.

A UNITA afirma que não pretende contestar os resultados das eleições, segundo José Pedro Cachiundo.

"Estamos abertos a trabalhar com a CNE para ver onde estão as nossas diferenças e o país ainda está calmo. Vamos convidar a CNE a que ambos conciliemos as nossas visões e cada um argumentará com robustez a razão dos números que produz", declarou.
 
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