Angola tem atraso na desminagem
11-09-2017 | Fonte: Correio do Brasil
Embora não tenha ainda ratificado, Angola assinou a Convenção de Oslo contra as bombas de fragmentação e tem participado de seus encontros. Ao contrário de Moçambique, Angola tem um atraso nos trabalhos de desminagem das minas antipessoais e dificilmente cumprirá seu objetivo de concluí-los em 2025, por ter perdido nos últimos anos 80% da ajuda internacional.
 
 
Mas Angola provavelmente ratificará, no próximo ano, sua adesão à Convenção de Oslo,  feita há dez anos, afirmou o dr. Adriano Gonçalves, chefe de Intercâmbio e Cooperação da CNIDAH, Autoridade Nacional de Acção contra as Minas, no encerramento do VII encontro dos países participantes da Convenção de Oslo, em Genebra.
 
Ainda recentemente, Angola organizou, em Luanda, a Conferência Nacional de Desminagem, nos dias 22/23 de julho, durante a qual se procedeu a um balanço do que foi feito nos últimos dez anos.
 
A situação de Angola é diferente da de Moçambique, no que se refere a minas e bombas de defragmentação, disse o chefe da CNIDAH, por ter vivido uma guerra civil de quase 40 anos, nos quais foram utilizadas um número muito maior de minas antipessoais indiscriminadamente. 
 
Isso se complicou ainda mais com a invasão de Angola pela África do Sul alguns meses antes da independência e mesmo depois da independência, com os bombardeios aéreos sulafricanos lançando inclusive bombas de fragmentação.
 
Angola foi dos primeiros países a assinar a Convenção de Oslo em 2008, mas antes de ratificar quer fazer um levantamento geral no que concerne à localização e quantidade dessas armas de guerra não explodidas, prevendo-se a ratificação da Convenção no próximo ano.
 
Nos últimos anos, Angola, que teve muitos apoios econômicos para desminagens no passado, viu serem reduzidos esses apoios de governos e ONGs na quase totalidade. Atualmente, é praticamente só o Estado angolano que assume os custos e os trabalhos de desminagem de minas antipessoais e das bombas de fragmentação.
 
 
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