Anúncio da abertura das centralidades foi ‘’exercício eleitoralista’’
10-10-2017 | Fonte: VOA
A não abertura de candidaturas para as primeiras 70 casas nas centralidades da província de Benguela, mais de um mês após a data anunciada pelo Governo, leva a Associação de Jovens Defensores do Ambiente a criticar o que chama de ‘’exercício eleitoralista’’.
 
A não abertura de candidaturas para as primeiras 70 casas nas centralidades da província de Benguela, mais de um mês após a data anunciada pelo Governo, leva a Associação de Jovens Defensores do Ambiente a criticar o que chama de ‘’exercício eleitoralista’’.
 
 
À espera de um pronunciamento das autoridades, numa altura em que o programa de autoconstrução dirigida conhece um revés por força da escassez de cimento, está o Conselho Provincial da Juventude (CPJ).
 
A opinião pública, com a juventude à cabeça, esperava pela abertura das candidaturas no passado mês de Agosto, mesmo sem água e energia, conforme anunciara o Governo central, por intermédio de Branca do Espírito Santo, então ministra do Urbanismo e Habitação.
 
Em reacção ao incumprimento, o presidente da Associação dos Jovens Defensores do Ambiente, Martins Domingos, afirma que o calor das eleições arrastou o Executivo para uma promessa que frustra milhares de cidadãos com o sonho da casa própria. 
 
“É falta de vontade política e seriedade na gestão da coisa pública, para não falar da possibilidade de falsos nacionalistas. O importante não é criar expectativas só por causa de eleições, é preciso que se preocupem mais com o povo ao invés da manutenção do poder’’, ressalta Domingos.
 
As críticas coincidem com um momento nada favorável para quem tenciona construir a sua própria casa, conforme indica a subida do preço do cimento em quase cem por cento. A situação preocupa os jovens pedreiros Tony e Camussumbe, ambos pedreiros.
 
Eles concordam que adquirir material de construção está mesmo difícil e faz baixar o volume de obras. Contam que chegam a comprar o saco de cimento a mais de dois mil Kwanzas, mas antes custava 1.200 e aponta a paralisação da fábrica do Kwanza Sul como uma das causas.
 
O delegado provincial da Associação Industrial Angolana, Carlos Leiria, tem a justificação. 
 
“O problema é que a oferta baixou muito face à procura e (…) há ainda os aproveitadores, estes mesmo que deviam ser combatidos. Mas há também a registar que muitas fábricas reduziram a produção por causa da falta de matéria-prima’’, esclarece o industrial.
 
Uma fonte do governo de Benguela avançou que o Conselho Provincial da Juventude questionou o vice-governador para a área Técnica e de Infraestruturas, Víctor Moita, mas este colocou o assunto à Imogestin, que ainda não respondeu.
 
Apesar das várias tentativas, a VOA não conseguiu obter esclarecimentos daquela empresa. Com três centralidades, situadas no Lobito, Luhongo (Catumbela) e Baía Farta, a província de Benguela tem seis mil habitações.
 
 
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