Candidatos ao ‘Projovem’ criticam falta de transparência
11-10-2017 | Fonte: VE

Alguns candidatos à linha de crédito do ‘Pro- jovem’ duvidam dos dados oficias que indicam que, até Julho, o programa beneficiou um total de 116 projectos em vários sectores, com o comércio no topo da lista dos beneficiários.

Sem darem a cara, vários candidatos ao programa declararam, ao VALOR, que continuam na expectativa de verem os seus projectos aprovados, argumentando que“uma coisa é a aprovação, outra é receber o dinheiro”.

 

Segundo os candidatos (mais de uma dezena que falaram a este jor- nal), os seus projectos foram reme- tidos há mais de três meses, mas, até ao momento, não receberam qual- quer sinal no sentido de receberem o crédito. Um dos raros jovens que aceitou identicar-se é Lucas Oliveira, proprietário de um Restaurante Bar, que questiona os critérios.

O jovem, que garante ter entregado toda a documentação exigida pelo BCI, entende que o processo de validação dos projectos “não é transparente” e desconfia haver muitas empresas intermediárias de assessoria e auditoria criadas apenas para bene ciarem da “velha história dos 10%”.


 

Os jovens denunciam também a mudança de jogo, ‘ao meio da partida’. Inicialmente, como indicam, falava-se num tecto máximo de 40 milhões de kwanzas para um projecto. Agora, os remetentes estão a ser aconselhados a desenhar projectos de apenas até 10 milhões, com outras exigências: direito de superfície, planta de obra, contabilidade organizada, documentos de arrecadação de receitas, imposto em dia e não ter crédito, para aqueles que já funcionam como empresa, plano de negócio, garantia ou avalista e ainda formação de gestão no INAPEM.


 

A linha de crédito, que tem como operadores entidades ligadas ao Conselho Nacional da Juventude, Instituto Nacional da Juventude e o Instituto Nacional de Apoio às Micro Pequenas e Médias Empresas, tem como sectores prioritários para nanciar a hotelaria e turismo, a indústria, a agricultura, a pecuá- ria e a prestação de serviços. As pes- cas, as tecnologias de informação e a comunicação, o comércio e o empreendedorismo cultural fazem parte do pacote. 





 

 
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