Crise salarial paralisa Sonils e Porto do Lobito
12-10-2017 | Fonte: CA
A Crise salarial tem sido nos últimos meses factor de instabilidade laboral nas maiores empresas do país, sobretudo nesta fase de recessão económica que tem estado a atrapalhar a contabilidade das mesmas.
 
Os trabalhadores da Sonils, empresa detida pela Sonangol, e o Porto do Lobito, por exemplo, encontram-se em greve por tempo indeterminado devido a questões salariais e outras condições de trabalho. 
 
Na Sonils, onde a paralisação começou esta quarta-feira, 11, são uns 600 trabalhadores que reclamam há mais sete meses por melhorias das condições de trabalho, falta de subsídio de saúde, promoção de categorias e actualização da tabela salarial.
 
Francisco Castelo, secretário-geral da comissão sindical, conta que só recorreram à greve porque a entidade empregadora ignorou completamente o caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores. O sindicalista enumera que, neste momento, o salário médio ronda os 65 mil kwanzas, de acordo com o antigo câmbio de 11 mil kwanzas, daí que exijam a sua actualização e adequação à realidade do mercado informal.
 
 
Situação no porto
 
 
 
Por seu turno, cerca de dois mil funcionários do Porto do Lobito, em Benguela, paralisaram os trabalhos, desde as primeiras horas desta segunda-feira, 09, devido a atrasos salariais que vão já em três meses. 
 
 
 
O movimento reivindicativo, segundo Freitas Diogo da comissão sindical, tem também por fito pressionar o conselho de administração da empresa portuária a prestar esclarecimentos sobre o paradeiro de receitas decorrentes do aumento da navegação.
 
 
 
O sindicalista refere ainda que o silêncio do conselho de administração do Porto do Lobito e do Ministério dos Transportes está a preocupar os trabalhadores que alegam que com a crise instalada não tem sido possível encarar a vida com o mínimo de dignidade.
 
 
 “Há funcionários endividados com os bancos comerciais em função dos empréstimos. Não conseguimos honrar os compromissos com essas instituições por dependermos única e simplesmente dos salários, mas parece que o conselho de administração não consegue dar resposta a um problema que se arrasta desde o ano passado”, afirma Freitas Diogo.
 
 
 
O Porto do Lobito foi fundado há 63 anos e é o segundo maior porto de navegação do país depois de Luanda. Desde os anos 30 que tem representado um eixo importante de ligação do litoral com o leste angolano através do Caminho-de-Ferro de Benguela.
 
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