Funcionários da AGT terão desviados cerca de 500 milhões de Kwanzas
12-10-2017 | Fonte: NJ
As  manobras de investigação na Administração Geral Tributária começaram o organismo  começou a reavaliar as cerca de 550 empresas que pertencem ao grupo de Grandes Contribuintes, no sentido de perceber se as mesmas deveriam permanecer na mesma categoria ou se deveriam ser enquadradas noutra inferior.
 
No decurso destas diligências, os suspeitos viram neste processo uma oportunidade de negócio, tendo em conta que muitas dessas empresas tinham a situação fiscal por regularizar.
 
"Um dos grandes problemas que os Grandes Contribuintes apresentam tem sido o cumprimento legal dos prazos de pagamento dos impostos, com alguns a demonstrarem que não têm tal capacidade em honrar os seus compromissos junto da AGT. A partir daí, os supostos acusados foram negociando com os donos das empresas para haver facilidades", explicou ao Novo Jornal Online fonte ligada à investigação criminal.
 
 
 
De acordo com a mesma fonte, os funcionários da AGT entretanto detidos montaram um esquema em que negociaram reduções de dívida em proveito próprio. Os investigadores perceberam, por exemplo, que por cada dívida de 179 milhões de Kwanzas os acusados desviavam 170 milhões para os próprios bolsos, direccionando os restantes nove milhões para o Estado.
 
 
 
 
A negociata defraudou os cofres públicos em pelo menos 500 milhões de Kwanzas até ter sido detectada.
 
 
 
Segundo disse ao Novo Jornal Online a fonte ligada à investigação criminal, para receber o dinheiro os supostos infractores criaram várias empresas, por via das quais abriram diversas contas bancárias, que usaram para transferir o dinheiro.
 
 
 
Segundo disse ao Novo Jornal Online a fonte ligada à investigação criminal, para receber o dinheiro os supostos infractores criaram várias empresas, por via das quais abriram diversas contas bancárias, que usaram para transferir o dinheiro.
 
 
Após várias diligências, os serviços de investigação criminal ordenaram o bloqueamento das referidas contas e interditaram a saída para o estrangeiro dos suspeitos, para evitar que destruíssem possíveis provas relevantes.
 
 
 
Não obstante a situação, João Olo, um dos implicados no processo, conseguiu sair do país via terrestre, viajando até ao posto fronteiriço de Luvo, na província do Zaire.
 
 
 
Daí entrou na República Democrática Congo (RDC) e nesse país terá comprado um bilhete para Marrocos de onde terá emigrado para a Suíça.
 
 
Entretanto, no âmbito deste processo, o Ministério das Finanças anunciou a exoneração de Nikolas Gelber da Silva Neto, do cargo de administrador da instituição.
 
 
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