Activos dos bancos representam 63 porcento do PIB
20-10-2017 | Fonte: Angop
Os activos dos bancos comerciais angolanos em 2016 representaram cerca de 63 porcento do Produto Interno Bruto (PIB), anunciou nesta quinta-feira secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva.

Dada a importância da actividade bancária na economia, a secretária, que falava na apresentação do estudo banca em análise da Deloitte, disse ser fundamental conhecer profundamente a realidade patrimonial das instituições bancárias.

Segundo dados do estudo banca em análise, da Deloitte, lançado hoje em Luanda, o volume de activos agregados cresceu, em 2016, 16 porcento em relação a 2015, ao atingir 8.702 mil milhões de kwanzas, quando o PIB do país, segundo as projecções do OGE 2017, está avaliado em 109 mil milhões de euros (21.432.346.742.930,30 de kwanzas).

Referiu que a actividade bancária constitui a dimensão mais relevante do sistema financeiro angolano, um negócio que envolve muitas partes interessadas e acarreta riscos que afectam consideravelmente as famílias e empresas.

Considerou que a regulação e a supervisão desempenham um papel decisivo, identificando riscos imprudentes das instituições financeiras e manifesta os conflitos de interesses dos seus gestores que muitas vezes agem em benefícios primários dos seus accionistas, esquecendo-se da sua actividade.

Pontualizou que Estado aprovou um programa que define as medidas de políticas fiscais, monetária e cambial para os próximos seis meses, para robustez do sistema bancário nacional, de modo a jogar um papel fundamental nos programas estruturantes de transformação da economia, nos quais a criatividade, parceria e a participação serão essenciais para sua concretização.

Aia-Eza da Silva explicou que a elaboração da estratégia do sector bancário, alinhada às boas práticas adoptadas internacionalmente, já em curso no país, visa garantir um bom desempenho da banca nacional.

Para secretária, um dos aspectos fundamentais para a robustez do sistema financeiro nacional é a existência de uma cultura de poupança.

Apelou aos bancos a fomentar a cultura da poupança, um aspecto fundamental no programa nacional da literatura financeira, assim como a adopção das boas práticas adoptadas internacionalmente.

Considerou o estudo da Deloitte "Banca em Analise" uma referência para o sistema bancário angolano, fornecendo não apenas informações dos bancos que operam em Angola, mas também o perfil destes e o modelo de negócio.
 
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