Manifestação à vista contra "administração racial" na Sonangol?
27-10-2017 | Fonte: Novo Jornal
A convocatória de uma manifestação, para o próximo dia 18 de Novembro, em Luanda, contra a liderança de Isabel dos Santos na Sonangol, agora centrada na presença de expatriados no conselho de administração petrolífera estatal, é desvalorizada pela companhia e não chegou ao conhecimento do Governo Provincial de Luanda.

O Largo da Independência, em Luanda, está a ser anunciado como palco de uma manifestação, no próximo dia 18 de Novembro, para exigir a saída de Isabel dos Santos da Sonangol, em protesto contra a vigência de uma denominada "administração racial" na petrolífera, conceito que traduz o alegado peso excessivo de expatriados no conselho de administração.

A contestação popular, cuja convocatória está a ser distribuída pelas redes sociais, não chegou ainda ao conhecimento das autoridades, confirmou ao Novo Jornal Online fonte oficial do Gabinete Provincial de Luanda, a quem compete chumbar ou aprovar um eventual pedido de protesto, desvalorizado pela petrolífera.

"São boatos a que a Sonangol não dá relevância", comenta, em declarações ao Novo Jornal Online, fonte do Gabinete de Comunicação e Imagem da companhia pública, lamentando que a empresa continue a ser alvo de campanhas de desinformação.

Por detrás dos últimos "ataques" publicamente expostos pela Sonangol está não apenas a acusação de discriminação dos funcionários angolanos - alegadamente preteridos em prol dos expatriados -, mas também de mentir sobre as causas da recente ruptura de combustível em Luanda.

Em ambas as situações, a Sonangol divulgou comunicados, rebatendo as acusações.

No caso da acusações de discriminação, a petrolífera garante que prioriza "contratações de novos talentos angolanos sempre que disponíveis no mercado", sublinhando que as acusações difundidas em notícias e nas redes sociais sobre um alegado relegar de competências angolanas para segundo plano são "desprovidas de qualquer tipo de fundamento e racionalidade".

A Sonangol adianta ainda que os expatriados representam apenas 0,2 por cento da força laboral e que de entre os 11 elementos do Conselho de Administração, apenas três não são angolanos.

Já no que se refere à recente crise de combustíveis, a companhia diz-se vítima de um plano de vingança "para semear o pânico entre os consumidores e desacreditar a petrolífera".
 
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