Isabel dos Santos sobre repatriamento de capitais: "O que importa realmente é percebermos que Angola precisa de investimentos
14-12-2017 | Fonte: NJ
A empresária Isabel dos Santos, mundialmente conhecida pelos investimentos em Angola e no estrangeiro, sobretudo em Portugal, considera que a decisão ontem anunciada pelo Presidente da República, de conceder uma moratória para repatriamento de capitais angolanos, está em linha do que outros países têm feito. Para a bilionária, "o que importa realmente" é garantir investimentos para o país.
 
Em declarações à imprensa, à margem do seminário de capacitação de quadros do MPLA sobre "Os Tipos de Crimes a que Estão Sujeitos os Titulares de Cargos Públicos", encerrado ontem, 13, em Luanda, Isabel dos Santos lembrou que a medida anunciada por João Lourenço - de permitir a quem tem capitais no estrangeiro de os trazer de volta para o país sem investigação judicial - não é novidade.
 
"Há vários países que já tomaram este tipo de decisão", disse a empresária, sublinhando que "o que importa realmente é percebermos que Angola precisa de investimentos".
 
"Investir no país é realmente importante, vemos que é importante abrirmos fábricas, hipermercados, empresas que possam empregar os jovens todos os dias", reforçou a bilionária, defendendo igualmente a importância de apostar na formação.
 
"Nós, como angolanos que acreditamos em Angola, temos de investir no nosso país. Aqui é que é a nossa fonte de vida, de riqueza, aqui é que está o nosso coração e a nossa paixão", reforçou Isabel dos Santos.
 
 
Com investimentos no sectores das telecomunicações, diamantes, banca, energia, cimentos, distribuição e cervejas, a empresária adianta que já criou mais de 40 mil empregos nas duas últimas décadas.
 
 
"Durante os últimos 20 anos da minha carreira, eu tenho trabalhado bastante, tenho empreendido bastante, tenho criado vários empreendimentos, várias empresas e acredito que até hoje tenho criado mais de 40.000 empregos. Todos os anos, através das actividades que faço, eu crio em média 1.000 empregos por ano, no mínimo", disse recentemente a gestora.
 
 
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