Banco Postal arranca com crédito já no primeiro trimestre de 2018
18-12-2017 | Fonte: VE
O início da concessão de crédito por parte do Banco Postal está previsto para o primeiro trimestre do próximo ano, com o lançamento da sua segunda unidade de negócio, ‘Comércio e Empresários’, soube o VALOR da administração do banco, num encontro de esclarecimento entre os responsáveis da entidade e jornalistas deste meio.
 
O ‘Comércio e empresários’ é uma das três unidades de negócios da instituição e será a segunda a iniciar a actividade depois do ‘Xikila Money’ que arrancou em Junho do ano em curso. O início da terceira unidade, ‘Corporate & Pessoas’ também está previsto para o primeiro trimestre, depois de o ‘Comércio e Empresários’.
 
“No primeiro trimestre de 2018, começa o [segmento] ‘Comércio e Empresários’ e, provavelmente, no primeiro mês ou, mais tardar, no início do segundo mês. A máquina está afinada, as equipas estão formadas, a tecnologia está implementada e o sistema está em conformidade. Assim, estaremos em condições de entrar no mercado com a concessão de crédito”, garante Ângelo Costa, director de crédito e marketing da Unidade Comércio e Empresas.
 
Este propõe-se apoiar pequenos empresários das economias formal e informal e que “são marginalmente servidos por bancos e instituições de microfinanças”, segundo esclarecimento da instituição. O limite máximo do valor do crédito deverá estar próximo dos níveis praticados nos microcréditos. Porém, poderá ultrapassar o limite de um milhão de kwanzas definido pelo BNA para as instituições de microfinanças. Segundo esclarecimentos dos responsáveis do banco, os valores serão determinados por uma variedade de condições onde se podem destacar as perspectivas de negócio e o resultado da avaliação sobre a capacidade de reembolso do cliente.
 
Para aceder ao crédito, ao cliente não será exigida a constituição de uma empresa ou uma contabilidade organizada, nem garantias iniciais. O banco, através da sua equipa de análise de crédito, encarregar-se-á de elaborar balanços financeiros com vista a avaliar os prazos e modalidades de reembolso.
 
Uma das particularidades do ‘Comércio e Empresários’ “é a concessão massiva de crédito, mas não nos moldes da banca tradicional, mas de uma banca de facilidade”.
 
“Vemos claramente que o nosso nicho de mercado tem limitações no acesso ao crédito, por não ter garantia, por não ter uma empresa formalmente constituída, ou porque não tem informação contabilística e nós queremos facilitar”, explicou Ângelo Costa.
 
Na sua estratégia para a cedência do crédito, estão também programadas visitas de profissionais do banco a clientes, com vista a recolher informações que facilitem o controlo e gestão da carteira de crédito.
 
“Temo-nos preparado para ir ao encontro do cliente para recolher, ‘in loco’, as informações socioecónomicas e financeiras dos clientes, com vista a construirmos um balanço que permita ter uma visibilidade sobre a real situação de reembolso do empréstimo”, disse Ângelo Costa.
 
A instituição acredita que receberá muitas solicitações de crédito visto ser esta a realidade actual no ‘Xikila Money’ que, entretanto, não disponibiliza o serviço.
 
“Xikila Money’ com mais de 100 mil clientes… 
 
Desde que abriu portas, em Setembro de 2016, e com o lançamento do primeiro segmento de negócio, o ‘Xikila Money’ (pagamento por telefone), o banco já captou 125 mil clientes, além de cerca de 1.600 estabelecimentos comerciais que já usam a solução de pagamento por telefone.
 
O ‘Xikila Money’ é uma solução de pagamento digital, desenvolvida pelo Banco Postal, lançada no início de Julho deste ano, que permite pagar compras nos supermercados, levantar, transferir e depositar dinheiro, além de ajudar a pagar contas de luz, água, ou saldo de telemóvel, à semelhança dos ATM.
 
Segundo dados da instituição, dos 125 mil clientes, cerca de 70% já usam o serviço [Xikila Money] com regularidade. No que aos estabelecimentos comerciais diz respeito, integram, essencialmente, os mini-mercados, cantinas, salões de beleza, além de outras operações marginais, “realizadas por engraxadores de sapatos”. Até Outubro passado, o banco registou 80 milhões de kwanzas de todas as operações financeiras realizadas nos estabelecimentos comerciais.
 
Para além dos pagamentos por telemóveis, os clientes do Banco Postal podem ainda servir-se dos 150 quiosques espalhados por Luanda e Huambo, pequenas ‘agências’ onde se pode levantar ou depositar montantes não superiores a 100 mil kwanzas.
 
O Banco Postal é participado pelo Estado, por via do grupo ENSA e dos Correios de Angola, que respondem por 30% do capital social, sendo que a maioria do capital, 65%, é suportada pela EGM Capital, do empresário N’gunu Tiny, e mais 5% da sociedade C8 Capital, outro grupo privado no negócio.
 
 
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