TAP acusada de racismo e agressão no Gana
28-12-2017 | Fonte: NJ
As férias de sonho de três cidadãs do Gana tornaram-se um pesadelo quando foram impedidas de embarcar para São Tomé e Príncipe num voo da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), alegadamente para dar prioridade a passageiros brancos. As passageiras acusam a companhia lusa de racismo e de agressão física, práticas que a empresa garante não se coadunarem com os seus valores e práticas. A história, amplamente noticiada pela imprensa ganesa, aconteceu no último fim-de-semana no Aeroporto Internacional de Kotoka, em Accra, capital do Gana, e envolveu um voo para São Tomé e Príncipe.
 
Segundo relata o site Graphic Online as passageiras Evelyn Agyekum, Ekua Semuah Odoom e Afua Peprah Odoom alegam que foram impedidas de embarcar para umas há muito planeadas férias natalícias para dar prioridade a viajantes brancos.
 
Em declarações ao Graphic Online, Agyekum garante que tanto ela como as suas companheiras de voo cumpriram todas as formalidades exigidas, tendo-se apresentado no aeroporto por volta das 11h30, cerca de quatro horas antes do horário previsto para a partida, que, no entanto, acabou por se atrasar.
 
 
Segundo a passageira, as três já estavam em processo de embarque quando foram convidados por funcionários da companhia aérea a adiarem a viagem para o dia seguinte, domingo, 24 de Dezembro, sob a alegação de overbooking (foram vendidos lugares a mais para aquele voo).
 
 
"Resistimos à proposta porque sentimos que estávamos a ser vítimas de discriminação e racismo pelos funcionários da companhia aérea, que chamaram a segurança do aeroporto e nos acusaram de roubar os cartões de embarque", conta Agyekum, acrescentando que as viagens tinham sido compradas cinco meses antes.
 
 
"Uniram-se nos abusos contra nós, arrastando-nos da zona de espera de uma forma embaraçosa", prossege a alegada vítima, no relato ao Graphic Online.
 
 
O episódio deu origem a uma queixa na Polícia e a um relatório médico que confirma uma série marcas de consistentes com os relatos de agressão.
 
 
TAP esclarece episódio
 
 
A TAP emitiu entretanto um comunicado, citado pelo City News, em que pede desculpas a todos os que foram afectados pelo incidente, e em particular as passageiras directamente envolvidas.
 
 
A Transportadora Aérea Portuguesa adianta que está a investigar a ocorrência, em conjunto com a Empresa Aeroportos do Gana.
 
 
"Estamos em contacto com os representantes das passageiras, a quem a TAP apresentou as suas desculpas e assegurou que o incidente será adequadamente investigado".
 
 
Ao Novo Jornal Online, a companhia lusa sublinhou que a "rejeita veementemente qualquer tipo de discriminação racial", garantindo que essa questão "nunca esteve em causa neste caso ou em qualquer outro, dado que não se coaduna com os valores e práticas da companhia".
 
 
Segundo explica a TAP, "o voo em questão estava em overbooking, uma situação que ocorre em todas as companhias aéreas, tendo sido apresentadas alternativas aos passageiros que foram convidados a não embarcar".
 
 
A transportadora garante que "foi o que aconteceu neste caso, onde o sistema, por automatismo, seleccionou os passageiros em questão".
 
 
"Não houve qualquer substituição de passageiros em prejuízo de outros. A TAP informou os passageiros da sua política de compensação em caso de overbooking e respectiva alternativa de voo", conclui a empresa.
 
 
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