Países africanos exigem desculpa de Donald Trump
14-01-2018 | Fonte: DW/EFE
Os embaixadores de 54 países africanos na ONU exigem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma desculpa pelos comentários "racistas" que expressou na quinta-feira (11), quando supostamente usou a expressão "países de merda" para se referir a Haiti, El Salvador e vários países africanos.
 
Após uma reunião de urgência na noite desta sexta-feira (12), os diplomatas  emitiram um comunicado, em que dizem se sentir "extremadamente consternados" pelas palavras de Trump. 
 
Condenam os comentários "escandalosos, racistas e xenófobos" do presidente americano e asseguram se sentir "preocupados com a contínua e crescente tendência dentro do governo dos EUA em relação à África e aos afrodescendentes, denegrindo o continente e as pessoas de cor". 
 
O grupo expressa sua "solidariedade" com o povo haitiano e com os outros países atacados por Trump durante uma reunião com legisladores na Casa Branca. 
 
Segundo uma informação publicada na quinta-feira no jornal The Washington Post e confirmada depois pelo Los Angeles Times, Trump disse na quinta-feira, durante a reunião, que preferiria receber nos Estados Unidos mais imigrantes da Noruega em vez de cidadãos de El Salvador, Haiti e vários países africanos, usando a expressão "países de merda" (shithole countries) para se referir àquelas nações. A notícia provocou indignação mundial. 
 
No Twitter, o presidente fez uma retratação vaga, com referência apenas ao Haiti, e sugeriu que as declarações foram inventadas. Ele negou ter usado a linguagem noticiada pela mídia, ainda que tenha admitido que a linguagem que usou foi "dura". 
 
O senador democrata Richard J. Durbin, que esteve no encontro, confirmou que Trump falou repetidas vezes "países de merda" e usou um discurso "repugnante e racista". 
 
Manifestação em Miami
 
A União Africana (UA) e vários membros de governos do continente também tacharam de "racistas" os comentários atribuídos ao presidente dos Estados Unidos. 
 
"São francamente racistas", disse Ebba Kalondo, porta-voz do presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, em uma conversa telefônica com a agência de notícias Efe.
 
 
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