Suíça: Tudo a postos para o Fórum Económico Mundial de Davos
20-01-2018 | Fonte: Angop
A estância turística de Davos, comuna suíça no Cantão Grisões, com cerca de 11.166 habitantes, está a preceito para acolher, de terça a sexta-feira próximas, a 48ª edição do Fórum Económico Mundial (FEM).
 
A turística e gélida localidade, situada nos Alpes suíços, estende-se por uma área de 283,98 km². A língua oficial é o alemão, falada por cerca de 86,3% da sua população, sendo o servo-croata a segunda língua (2,8%), seguida do italiano (2,7%).
 
É um prestigiado centro de desportos de Inverno. É aqui onde todos os anos acontece, no mês de Janeiro, o Fórum Económico Mundial ou, simplesmente, o Fórum de Davos. As temperaturas, por esta altura, rondam entre os -10º e -16ºC.
 
Davos é mais um recanto pitoresco da Confederação Suíça, República Federal composta por 26 Estados, chamados de Cantões, que tem a cidade de Berna como a sede do poder federal.
 
A Suíça é um dos países mais ricos do mundo, relativamente ao PIB per capita. Zurique e Genebra foram classificadas como as cidades com melhor qualidade de vida no mundo e a Suíça como o melhor país para se nascer.
 
O país é sede de muitas organizações internacionais, como o Fórum Económico Mundial, Cruz Vermelha, Organização Mundial do Comércio, União Postal Universal, Organização Internacional para Padronização e do segundo maior Escritório das Nações Unidas. Em termos desportivos, alberga também as sedes do COI, FIFA e UEFA.
 
É também famoso pelos seus relógios, queijos e chocolates.  
 
Fórum Económico Mundial: O que é, para que serve, objectivos:
 
O Fórum Económico Mundial é uma organização sem fins lucrativos, sedeada em Cologny, Genebra, conhecida pelas suas reuniões anuais, em Davos, que reúnem os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas de todo o mundo, convidados para discutir questões urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.
 
Angola é um desses países convidados para a presente edição, que contará, pela primeira vez, com a presença do controverso presidente americano, Donald Trump. O Fórum Económico Mundial foi fundado em 1971, por Klaus M. Schwab, economista,  empresário e professor de administração na Suíça, inicialmente com o nome de Fórum Europeu de Gerenciamento.
 
É uma organização imparcial e sem fins lucrativos, não estando ligada a qualquer interesse político, partidário ou nacional. Tem posição de observador no Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).
 
Tem como principal foco orientar a sua acção na melhoria da situação económica, política e social no mundo, analisar os principais problemas que o afectam, no tocante ao desenvolvimento económico, meio ambiente, comércio mundial e política internacional, entre outros.  
 
Também visa proporcionar um ambiente de colaboração criativa entre os principais líderes políticos e económicos do mundo.  
 
Três mil líderes políticos, económicos e sociais de todo o mundo são esperados para o encontro, que vai decorrer sob a presidência de Børge Brende, ministro norueguês dos Negócios Estrangeiros. Terá como lema “Criando um Futuro Partilhado num Mundo Desestruturado”.
 
Sete mulheres vão, pela primeira vez na história da organização, co-presidir o encontro de Davos.
 
São elas: Sharan Burrow, secretária-geral da Confederação Sindical Internacional; Fabiola Gianotti, diretora-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN); Isabelle Kocher, CEO da ENGIE, empresa de energias; Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI); Ginni Rometty, presidente e CEO da IBM; Chetna Sinha, fundadora e presidente da Fundação Mann Deshi (Índia); e Erna Solberg, primeira-ministra da Noruega.
 
A realização dos Fóruns de Davos não tem sido, de todo, pacífica, do ponto de vista sócio-político, a avaliar pela onda de críticas e manifestações de contestação protagonizadas por activistas e militantes de movimentos de esquerda e antiglobalização que afluem propositadamente à região, nestas ocasiões.  
 
A oposição aos Fóruns de Davos atingiu o seu apogeu com a realização, em 2001, do primeiro Fórum Social Mundial (FSM), na cidade brasileira de Porto Alegre. 
 
Na opinião dos contestatários, o Fórum Económico Mundial, por considerar a Globalização irreversível e incentivar o progresso económico, contribui na ampliação da miséria e pobreza no mundo e na agressão ao meio ambiente.  
 
Para contrapor a esta onda de contestações, as autoridades passaram a estabelecer perímetros de protecção, segurança e isolamento, cujos custos são, entretanto, também alvos de profundas críticas, inclusive da Media suíça.
 
De resto, esta onda anti-Fórum nada mais é do que a extensão dos movimentos de contestação dos anos 90 a instituições como o G7, FMI, Banco Mundial e OMC (Organização Mundial de Comércio).
 
 
 
 
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