PGR considera inoportuna greve no sector
01-02-2018 | Fonte: Angop
O Procurador-Geral da República, Hélder Fernando Pita Grós, considerou nesta quarta-feira inoportuna a greve decretada pelos funcionários do sector, desde segunda-feira, que reivindicam a aprovação dos pacotes legislativos em que constam o Regime Remuneratório e transições nas carreiras. Hélder Pita Grós falava à imprensa à margem do encontro que manteve nesta quarta-feira com os procuradores colocados junto do Serviço de Investigação Criminal na província de Luanda, durante o qual procedeu a apresentação do novo PGR junto do SIC, Biato Paulo, e ouviu inquietações que têm afectado o seu trabalho junto das esquadras policiais.

Disse estranhar a convocação da greve quando a direcção da PGR pedira à direcção do sindicato para indicar um funcionário para integrar um grupo de trabalho do qual fariam parte representantes dos ministérios da Justiça, Finanças e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, para a resolução das inquietações apresentadas.

O De acordo com o Procurador-Geral da República o trabalho com os respectivos departamentos ministeriais continua, só que sem a presença de representes do sindicato dos trabalhadores da PGR, “porque eles próprios esquivaram-se em indicar um representante e decidiram partir para a greve”.

“Não sei se o objectivo das pessoas, que dizem ser representantes do sindicato, é defender os trabalhadores ou se querem cinco minutos de fama, portanto não houve, da nossa parte, nada que tenha acontecido que eles pudessem ver que estávamos imbuídos de má fé, antes pelo contrário”, atesta.

Hélder Pita Grós disse não estar alarmado com a greve decretada pelo sindicato dos trabalhadores da PGR, porque em termos de serviços conseguiram colmatar a forma de atender os cidadãos, notando que a solução das preocupações apresentadas pelo sindicato não depende apenas da direcção da instituição.

Sindicato mantém posição

O sindicato dos trabalhadores da PGR não vai mudar de posição em relação à greve porque sabe o que está a fazer, disse o seu representante, Elias Pinto.

“Estamos cientes de tudo o que pode acontecer. Não estamos preocupados com as declarações do PGR, é uma forma de desestabilizar a intenção sindical, mas nós perseguimos os nossos objectivos para o bem dos trabalhadores”, vincou.

A principal reivindicação do sindicato é aprovação e publicação em Diário da República de pacotes legislativos em que constam o Regime Remuneratório dos Funcionários, as Transições e as Carreiras. Trata-se de um conjunto de decisões saídas de uma assembleia-geral que juntou, no princípio do ano passado, funcionários da PGR.

“Estamos a caminho de seis anos que os diplomas nunca avançam, porque permaneceram nas gavetas das entidades superiores durante muito tempo. Só depois da pressão do sindicato é que eles pegaram nos documentos, mas de forma titubeante. Já teriam sido aprovados há muito tempo para o benefício dos trabalhadores”, sustenta.

Segundo Elias Pinto, há outros pacotes que, em época de crise, têm sido aprovados normalmente.
 
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