Sonangol recebe mais de 60 propostas para construção de refinarias
01-02-2018 | Fonte: Novo Jornal
A petrolífera nacional tem em mãos 63 propostas técnicas, económicas e financeiras para viabilizar a construção de refinarias no país, anunciou a Sonangol, no rescaldo de um encontro entre o grupo criado pelo Presidente da República para analisar este dossier e os representantes das empresas nacionais e estrangeiras interessadas em investir no sector angolano da refinação.

Através de um comunicado, a Sonangol informa que "o grupo criado pelo Presidente da República para analisar as propostas técnicas, económicas e financeiras capazes de viabilizar a construção de refinarias em Angola, esteve reunido na manhã desta quarta-feira, 31 de Janeiro, na sede da Sonangol E.P, com os representantes das empresas nacionais e estrangeiras interessadas em investir no Sector da Refinação no país".

De acordo com a mensagem, o encontro foi realizado para "acertar agulhas" entre as partes envolvidas, tendo ficado assente que "as empresas interessadas poderão apresentar melhorias às suas propostas, de acordo com as informações e critérios que foram apresentados pela comissão, até ao próximo dia 10 de Fevereiro".

A reunião permitiu também estabelecer que a "efetivação dos projectos levará à construção de uma refinaria de alta conversão no Lobito, até 2022, com capacidade de processar até 200 mil barris de petróleo/dia e outra em Cabinda", cuja capacidade ainda será definida, mediante estudos.

Na mesma nota, a Sonangol faz ainda referência ao acordo já firmado com a petrolífera italiana ENI, tendo em vista a "optimização da refinaria de Luanda, no prazo de 24 meses", intervenção que deverá permitir um processamento de crude superior à actual capacidade nominal de 65 mil barris/dia.

A petrolífera nacional recorda que "a orientação presidencial que levou ao lançamento do concurso para a construção de refinarias em Cabinda e no Lobito teve em consideração o facto de a actual produção de refinados no país, pela Refinaria de Luanda, representar apenas 20% das necessidades do mercado".

Disso decorrem "altos custos para o país com a importação de 80% dos referidos produtos", realidade que se pretende inverter.

Para além do objectivo de tornar Angola auto-suficiente na produção de derivados do petróleo, a construção de refinarias pretende "estancar a exportação de divisas com a importação destes produtos, agregar valor às ramas angolanas, criar condições para o desenvolvimento da indústria petroquímica, com potencial de se tornar âncora para o desenvolvimento de um vasto leque da actividade industrial nacional".

As mais-valias incluem igualmente a arrecadação de divisas "através da exportação de excedentes para os mercados regionais", bem como a criação de emprego.
 
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