Previsões de crescimento de Angola são “altamente ambiciosas”
03-02-2018 | Fonte: Lusa
A Economist Intelligence Unit defende que as projeções de crescimento económico de Angola são "altamente ambiciosas" e prevê um crescimento de 3% até 2022, contra a previsão de 4,9% do Governo.
 
A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que as projeções de crescimento económico de Angola são “altamente ambiciosas” e antevê um crescimento de, no máximo, 3% até 2022, contra uma previsão de 4,9% do Governo.
 
“O Orçamento de 2018, que será objeto de votação em fevereiro, prevê um crescimento do PIB de 4,9%, com uma expansão de 6,1% no setor petrolífero e 4,4% no setor não petrolífero; no entanto, a previsão de crescimento do PIB é altamente ambiciosa dados os constrangimentos económicos em Angola por causa do preço do petróleo”, escrevem os analistas.
 
Numa análise ao cenário macroeconómico do primeiro orçamento do Presidente, João Lourenço, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os peritos da unidade de análise económica da revista britânica ‘The Economist’ lembram que “o setor petrolífero contraiu-se 0,5% no ano passado, o que compara com uma previsão inicial de 1,8%, segundo os cálculos do Governo”.
 
Para os analistas da Economist, “apesar do aumento de quase 16%, em média, nos preços do petróleo em 2018, os valores vão continuar abaixo dos máximos de 2011 a 2014, e não se espera que o crescimento anual do PIB exceda os 3% entre 2018 e 2022”.
 
Os analistas são mais pessimistas que o Governo também nas previsões sobre o défice orçamental, antevendo que o desequilíbrio das contas públicas chegue quase aos 7%, numa “previsão substancialmente mais pessimista” que o Executivo, que espera ficar apenas nos 2,9%.
 
Na rubrica das despesas, o item mais oneroso é o serviço da dívida, que “deve subir de 30% do orçamento total em 2017, para 52% em 2018”.
Os analistas da Economist admitem que o Governo está ciente da insustentabilidade dos números, mas acrescentam que, se Angola for aos mercados este ano, “qualquer emissão de dívida deverá provavelmente atrair grandes taxas”.
 
 
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