Emoções abrem sábado com compeões de fora de Luanda
08-02-2018 | Fonte: Angop
O Recreativo do Libolo do Kwanza Sul, quatro vezes campeão nacional, e o 1º de Maio de Benguela, detentor de dois títulos, abrem o Girabola2018 às 15h00 de sábado, no estádio de Calulo.
 
As duas formações, que compõem o restrito grupo de campeões fora de Luanda (além do Sagrada Esperança da Lunda Norte), têm a missão de abrir o Girabola mais curto da última década.
 
O histórico inscreve 14 jogos entre ambas, no Girabola, com saldo de 13 vitórias e uma derrota para os libolenses, que quererão manter tal brilharete, cujos resultados mais recentes (2017) confirmam o seu domínio: 3-0, na 1ª volta, e 4-1, no segundo turno.
 
Para melhorar o 6º lugar de 2017, o Libolo irá apresentar-se com um plantel, maioritariamente de jovens da canteira, em face das saídas de cinco jogadores da equipa base de 2017, nomeadamente, os defesas Gomito Fonseca (Petro de Luanda) e Ito, o guarda-redes Landu (Interclube) e os médios Dário e Nandinho (Kabuscorp do Palanca).
 
Espera-se apatia no espectáculo, devido à falta de ritmo competitivo no início de prova, porém, o novo técnico Kito Ribeiro, ido do Progresso do Sambizanga, pode optar por formar um conjunto coeso e que privilegie o colectivo, como, de resto, habitou o Libolo desde a sua ascensão em 2008.
 
Do outro lado estará um histórico 1º de Maio, mas com “crónicas debilidades financeiras”, que, a par do seu adversário de ocasião, também perdeu “pedras” importantes.
 
Realce para o avançado Kaporal, segundo melhor marcador da época passada (10 golos) e o guarda-redes Rui, revelação em 2018, que se transferiram para o Interclube.
 
Ainda sábado, o JGM (14º de 2018) recebe o FC Bravos do Maquis (11º), às 15h00, no estádio dos Kurikutelas. Os moxicanos remodelaram-se à Zeca Amaral, contratando 18 reforços, com realce para o médio Chara, defesa Carlitos, avançados Diwara, todos ex-Libolo, além de Jefreson e Savane (Sagrada Esperança).
 
Mesmo com estas aquisições, tanto o Maquis quanto o JGM, são equipas que não irão para além da manutenção, a julgar por insuficiência de meios financeiros que ostentam os seus clubes.
 
Em 2018, ambas formações empataram (1-1) no estádio dos Kurikutelas, palco oficial dos visitados já na resposta os maquisardes cilindraram o confrade por 3-0.
Na sequência, os dois jogos de domingo vão opor o regressado Sporting de Cabinda-Académica do Lobito, às 15h30 no estádio do Tafe e Domant FC do Bengo - Sagrada Esperança da Lunda - Norte, às 15h00, no estádio do Dande.
 
No primeiro jogo, os "leões" regressam ao Girabola mas sempre com os “gritos de socorro”, deixando a prova “tremida”. Precisam de pelo menos 200 milhões de Akz para permanecerem, mal a prova começou, o que pode levá-lo a um desaire frente à Académica do Lobito, 13º da época transacta.
 
Apesar da desconfortável posição com que terminou (13º), a Académica do Lobito, a segunda equipa de Benguela, efectuou boas exibições em 2017, deixando “sérios” avisos para os adversários na presente época.
 
Enquanto isso, no último jogo de domingo, o Domant FC, que, entre outros, se reforçou com Boss (defesa ex- 1º de Agosto), Dax e Cabibi (médios ex-Progresso do Sambizanga), e Mabulu (atacante ex-ASA), quer estrear a vencer o “todo-poderoso” Sagrada Esperança, 3º classificado e equipa sensação da época 2017.
 
Candidato assumido ao título, com sentimento de luto, os pupilos de Ekrem Asma, com Femi, Dni e Guede à testa, o Sagrada Esperança tem a obrigação de começar a vencer para fazer face às metas almejadas e a honra à memória do congolês democrático Ntaku Zibakaka, lateral esquerdo, que morreu em Benguela, vítima de paragem cardíaca, durante a pré-época.
 
Com 53 pontos, mercê de 15 vitórias, das quais, 12 em casa, além de sete derrotas e igual número de empates, fazem parte do registo impressionante da equipa sensação e único campeão do futebol angolano (em 2005), entre as equipas da região leste.      
 
Segunda-feira, às 15h00, no estádio (Mártires da Kanhala), para continuidade da jornada, Recreativo da Caála, 7º classificado de 2017, recepciona o Kabuscorp do Palanca (4º). Em 2017, a equipa do Palanca perdeu neste estádio, por 2-0, na 1ª volta, e retorquiu no 2º turno (1-0).
 
Duas equipas com planteis e objectivos distintos. Se o Kabuscorp do Palanca vai manter-se na luta pelo título, o mesmo não se pode dizer do Recreativo da Caála que sofreu sangria e viu desvincularem-se, por falta de dinheiro, o veterano Boneco (guarda-redes), Silva, Campos, Adilson (defesas), Dudú, Vovó, Gildo (médios) e Pedro (avançado). Uma “nata” de atletas jovens formados no clube e oito experientes, integrarão o plantel.
 
O seu adversário, que perdeu o “craque” avançado Jacques (nove golos) para o 1º de Agosto, vai querer, com o capitão Dr. Lami, melhorias do histórico que inscreve oito vitórias, cinco derrotas e igual número de empates, em 18 jogos, desde que ambas, curiosamente, ascenderam ao escalão maior, em 2009.
 
Já na quarta-feira, o Petro de Luanda “baptiza” o primodivisionário do Cuando Cubango FC, às 16h00, no estádio 11 de Novembro. É de resto, um vice-campeão que pode “atropelar” os estreantes, com um plantel de “top”, que chamou Tresor, Gomito Fonseca e Bugus, ex-Sagrada Esperança, Eddie Afonso, ex-Recreativo do Libolo e o avançado brasileiro Harrison Oliveira, além das suas habituais “estrelas”, Tiago Azulão, Job, Herinsilon, Carlinhos, entre outros.
 
A 1ª jornada encerra no dia 28, com um dérbi luandense, entre o campeão nacional 1º de Agosto e Progresso do Sambizanga, às 16h00, no estádio 11 de Novembro.
 
O 1º de Agosto começa a prova sem os castigados Paizo (lateral direito), Dany Massunguna (defesa central), Nelson Luz (médio esquerdo), Geraldo (médio direito), Buá (médio), Natael (lateral esquerdo) e Schow (médio trinco), por 70 dias, uma decisão da FAF devido à ausência nas convocatórias para o CHAN.
 
Mas terão Jacques (marcou nove golos) que pode ser “letal” se se tiver em conta que o desempenho do congolês na época passada.
 
Sem Fofó e Vá, Yano terá de levar "às costas" o Progresso do Sambizanga, agora comandado por Hélder Teixeira. Os sambilas não deixarão os seus créditos em mãos alheias, mesmo sem objectivos muito ambiciosos.
 
 
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