Polícia reprime protesto de ex-trabalhadores da Casa de Segurança do PR angolano - organização
06-03-2018 | Fonte: Lusa
Os ex-trabalhadores da Casa de Segurança do Presidente de Angola denunciaram ter sido expulsos do local, em Luanda, onde realizaram uma marcha pacífica para exigir o pagamento de indemnizações em atraso, por intervenção da polícia.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do grupo, Mário Faustino, disse que a marcha, que partiu da Mutamba, com destino ao Palácio Presidencial, no centro de Luanda, foi travada no Ministério da Defesa, zona de acesso à cidade Alta.

"Correram connosco, com os cães, só estavam a respeitar a presença da imprensa, logo depois de vocês irem soltaram os cães e começaram a agredir o pessoal. Nós recuamos e vamos agora reunir para ver se a próxima semana voltamos a lá estar", disse Mário Faustino.

O grupo de ex-funcionários despedido em 2010, que aguarda pelo pagamento das indemnizações decididas dois anos depois pelo tribunal, concentrou-se na manhã de hoje no centro de Luanda, fazendo uma marcha, com protecção da polícia, até à zona da Cidade Alta.

A marcha tinha como objectivo, segundo Mário Faustino, dar a conhecer ao Presidente angolano, João Lourenço, o "sofrimento e as dificuldades" por que está a passar aquele grupo de 3.800 ex-trabalhadores da Casa de Segurança do chefe de Estado angolano, no tempo em que era ainda Presidente de Angola José Eduardo dos Santos.

"Vamos fazer essa marcha até ao palácio, mas sem vandalismos, vamos parar com palavras de ordem para que sejamos ouvidos. Nós só estamos a ir para darmos o grito de clamor junto do Presidente da República. Nós estamos cansados, já não temos a quem recorrer", dizia esta manhã o porta-voz, antes de arrancar a marcha.

O caso envolve antigos trabalhadores de três empresas criadas pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, a Brigada Especial de Limpeza, Brigada Especial de Construções Militares e Unidade da Guarda Presidencial.

Aqueles trabalhadores dizem que a Casa de Segurança deveria disponibilizar para estas forças indemnizações de 8.296 milhões de kwanzas (33 milhões de euros), mas um novo mapa apresentado pela entidade patronal prevê apenas 312 milhões de kwanzas (1,2 milhões de euros) para o pagamento de todo o pessoal.
 
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