Seguros: Regulador diz que não há risco de falência
14-04-2018 | Fonte: Jornal Mercado
O sector dos seguros pode, para já, respirar de alívio. Apesar de existirem algumas companhias em dificuldades, fruto da conjuntura económica e financeira, não existe nenhuma em risco de falência, garante o chairman da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG).Em declarações ao Mercado, Aguinaldo Jaime garante que a ARSEG tem trabalhado no sentido de prevenir riscos sistémicos no mercado que comprometam a solvabilidade das companhias.

Numa altura em que se observa uma diminuição da carteira de negócios das seguradoras, a ARSEG, explica o responsável, procura, por um lado, propiciar o aumento da matéria segurável às companhias – o seguro de importação de bens, que vai potenciar mais apólices, é um exemplo – bem como a criação da resseguradora nacional.

O regulador, destaca Aguinaldo Jaime, tem vindo a fiscalizar e supervisionar os sistemas de governança das companhias, procurando saber como são geridas e como estão organizadas internamente, por forma a fazer face às complexidades actuais do mercado.“Temos feito o nosso papel, estimulando a que as seguradoras façam também o seu, sendo cada vez mais eficientes, competitivas, e inovando nos seus produtos e serviços, para mais facilmente se aproximarem dos seus clientes”, afirma.

Novos seguros obrigatórios

Com vista ao fortalecimento do mercado e potenciar as companhias, a ARSEG está a equacionar que outros seguros obrigatórios possam ser introduzidos no mercado nos próximos tempos, segundo Aguinaldo Jaime, que, contudo, não avança com datas.Porém, o Mercado sabe que um dos produtos é o seguro de importação de mercadorias, um processo que deverá ser, brevemente, apreciado pelo Conselho de Ministros para a sua implementação.

Aguinaldo Jaime garante que a ARSEG não pretende criar mais dificuldades às famílias e às empresas, que passam por momentos difíceis, fruto da actual conjuntura económica por que passa o País.“Todos sabemos que, quando as economias entram em desaceleração, as empresas vivem imensas dificuldades e algumas podem encerrar, e há igualmente famílias que estão a perder os seus empregos e rendimentos”, sublinha. “O que vamos fazer é procurar ajudar, uma vez que os seguros proporcionam desenvolvimento e bem-estar à sociedade”, acrescenta.

Mais fiscalização

Entretanto, Aguinaldo Jaime alerta que, para que os objectivos dos novos seguros não sejam defraudados, é preciso que haja uma adequada fiscalização. Ou seja, as entidades envolvidas no processo têm de aumentar os níveis de vigilância.No caso do seguro automóvel, por exemplo, as responsabilidades recaem sobre a Polícia Nacional. “Se os agentes da ordem não fiscalizarem convenientemente este seguro, haverá sempre na estrada pessoas a circular criando riscos para si e terceiros, caso a viatura não esteja segurada, pelo que de nada vale criarmos seguros obrigatórios”, frisa.

Quanto ao número de companhias de seguros no mercado nacional – 26 – Aguinaldo Jaime afirma-se satisfeito. “O País está a viver uma situação económica difícil, e, quando falamos do aumento das seguradoras, estamos a falar também do incremento do investimento, porque estas companhias são na sua maioria empresas privadas”, refere. Quando um privado, apesar das dificuldades conjunturais, investe na criação de postos de trabalho, e na oferta de bens e serviços à população, significa que tem confiança no futuro, nas políticas públicas e confiança no regulador, afirma.
 
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